Voltou a normalidade ao Nacional. Segundo jogo em casa, segunda vitória, e de forma justa e incontestável perante um adversário que só foi verdadeiramente incómodo durante 15 dos 90 minutos de jogo.

Com um ‘onze’ muito próximo ao utilizado em Tondela, a equipa orientada pelo prof. Manuel Machado mostrou-se imune às condições meteorológicas adversas, e desde o início do jogo que acelerou em busca do golo.

Demorou 18 minutos, mas o tridente Luís Aurélio – Salvador – Soares construiu de forma perfeita o 1-0.

O segundo esteve perto, mas faltou pontaria, pelo que o resultado se manteve inalterado até ao intervalo, perante um adversário pouco mais do que inofensivo.

A segunda parte começa com Rui Silva no lugar do lesionado Gottardi (vamos torcer para que não seja grave a lesão sofrida no seu joelho esquerdo), uma Académica mais atrevida e um Nacional surpreendentemente mais ‘encolhido’.

Assistiram-se assim a alguns lances de maior perigo junto da baliza ‘alvi-negra’, o mais evidente dos quais uma grande penalidade bem assinalada por Luís Ferreira, que Rabiola acabou por desperdiçar, acertando no poste. Curiosamente, é a terceira vez que o Nacional sofre penalti com Rui Silva na baliza. Nenhuma delas deu golo, pelo que o jovem internacional Sub-21 funciona quase como um talismã.

Esse lance teve o condão de despertar a equipa de uma letargia de causas já identificadas, e a partir daí só deu Nacional. Aos 18 minutos da segunda parte o tridente Luís Aurélio – Salvador – Soares construíu o 2-0, cabendo desta vez ao camisola 7 a finalização vitoriosa, e o terceiro só não surgiu porque Trigueira e a sua barra conseguiram travar os diversos remates dos avançados alvi-negros

Ficaram assim garantidos mais 3 pontos, que colocam o Nacional no 6º lugar, e perfeitamente dentro do esperado, isto em vésperas de se deslocar ao reduto do ‘leão’, onde até costuma fazer boas exibições e alguns bons resultados.

Uma nota final para Bruno Patacas. Chegou ao Nacional em 2002, foi jogador, capitão, Diretor Desportivo, mas acima de tudo nacionalista de corpo, coração e alma.

Por estes 13 anos, um grande MUITO OBRIGADO, com a certeza de que terás sempre o Nacional no coração de que continuarás sempre no coração de todos os nacionalistas.

Saturnino Sousa