Gil António de Freitas O hospital prepara-se para colocar em execução mais um sistema de triagem.Desta feita no serviço de urgências;para tal “essa nova inovação”terá de passar pelos os enfermeiros,ou seja será essa classe, que efectivamente terão obrigatoriamente de pedir exames de diagnostico aos utentes que por ventura ou infelicidade venham a frequentar aquele espaço.

Segundo a ordem dos Médicos,não e uma medida que se coaduna com o foro deontológico dos enfermeiros e por esse motivo não vê ética filosófica nessa questão.Mas o secretario da saúde já assinou e foi publicado no Diário da Republica,na segunda-feira transacta,o que quer dizer que a medida é mesmo para avançar e abrangera algumas unidades hospitalares do Continente;ainda que num período relativamente curto,nomeadamente um ano.

Também não sabemos se o Hospital Central do Funchal vai aderir a esse despacho; provavelmente sim.

É certo e sabido que estamos numa região autónoma,mas de autonomia só consta o nome .Porque no fundo vamos mesmo ter que levar com as politicas meias doentias do lado de lá.

Quanto a questão de colocar os enfermeiros a pedir exames de diagnostico no sentido de reduzir o tempo de espera nas urgências acho uma situação completamente amadora.Ainda vai conseguir ser pior do que já esta ; e as pessoas que não possuam os ditos exames,sim porque uma urgência e um caso ocasional.Digamos uma pessoa que se sinta mal por exemplo num emprego ou noutro local qualquer e que não tenha para o efeito os tais exames de diagnostico,provavelmente não será atendido de urgência: nessa situação deve estar centenas.

Em síntese devo dizer que vai haver mais mortes nas urgências do que há memoria, e por aqui me fico.