A agenda política regional imediata perspectiva um sufrágio, cuja palavra de ordem, subjacente, em praticamente todos os programas eleitorais, é a evolução, seja na renovação ou na mudança. Venha ela de onde vier, é imperativo que nas matérias ligadas ao Mar e às actividades náuticas, essa desejada e apregoada evolução, traga novos ventos, carregados de intenção e acções, com vista a, definitivamente, colocar na agenda política, a Economia do Mar, não tanto como um conceito, importado e pré concebido, mas como uma realidade, a todos nós, cara e familiar, e que implica, desde cedo, uma preliminar reflexão conceptual com vista a identificar os vectores de desenvolvimento potenciais, onde poderemos acrescentar, de facto, valor acrescentado à economia regional. A reflexão conceptual dos principais vectores de actuação deve ter subjacente a nossa realidade geográfica, bem como os nossos custos de contexto, para que a estratégia a delinear não perca fulgor em áreas, sedutoras para o decisor político, mas de implementação utópica, face à nossa condição. Nas áreas a eleger como vectores de desenvolvimento, deverá o decisor envolver, na reflexão, os players regionais, potenciando quer o seu know how - local e secular, quer o seu networking - global e dinâmico, capaz de materializar, em tempo útil, uma estratégia, que seja de rápida implementação e monitorização, através da actividade concertada dos agentes regionais e externos, cuja motivação seja empresarial, associativa ou institucional, respeitando os interesses particulares e as suas legítimas aspirações mas elegendo, como central, o benefício comum. Com efeito, só com a promoção de um ambiente económico favorável para a prática das actividades ligadas ao Mar, através de uma real desburocratização e de uma maior comunicação entre as entidades que tutelam este sector, garantindo uma indefectível aclaração e controlo das regras que potenciam a competitividade, é que necessariamente irá prosperar, uma oferta fiável e qualificada, onde seja premiada a exigência e o contributo para a credibilização do destino, para turistas e forasteiros, e do território, para locais e residentes.

Sérgio Jesus Associação Regional de Vela da Madeira