O futuro da Região Autónoma da Madeira não se compadece com amadorismos e alucinações de quem não tem a percepção do real. E não vale a pena atirarem ataques gratuitos porque as setas regressam a quem as lançou por erro de cálculo. Não me candidatei para continuar tudo na mesma. Não tenho duas caras. Há um novo ciclo que se abre com novas formas de fazer política, de ligação às populações e de luta por uma Autonomia responsável. A Madeira não pode correr o risco de a empurrarem irresponsavelmente para uma encruzilhada que deixe os Madeirenses à deriva e sem rumo. Precisamos de estabilidade governativa. Os desafios que se colocam exigem método, estratégica e táctica política sem gasto de tempo inútil em questões laterais que só alimentam o folclore partidário numa altura em que as pessoas perderam confiança nas instituições e sobretudo na classe política. O PSD/Madeira garante que irá reverter esta tendência generalizada. Não queremos defender soluções e projectos com tectos falsos. Sei o que quero e o que não quero e o eleitorado é inteligente para fazer a ESCOLHA certa e voltar a acreditar que a PALAVRA DE HONRA não é retórica de discurso. Sabemos qual é o caminho por onde queremos ir. A minha Equipa está preparada para a viragem. Há três questões que, claramente, quero, neste espaço, expor. Sem demagogias. A primeira, reporta-se ao dossier dos transportes marítimos e aéreos de passageiros, com repercussões nos residentes e na sua mobilidade, bem como no turismo interno. A ligação marítima de um ferry ao continente e a limitação de preços nas tarifas aéreas são pontos assentes que há muito tenho defendido e que é essencial resolver no próximo governo. A segunda, refere-se à Saúde. Num arquipélago como o nosso, para além das respostas que um Serviço Regional de Saúde tem por obrigação dar aos Madeirenses devemos ter em conta o sector do Turismo cada vez mais exigente com as condições que, nesta área, os destinos disponibilizam. Independentemente da construção de um novo hospital, como projecto de interesse comum, há que melhorar todo o sistema tendo sempre como foco a qualidade dos meios de atendimento e a excelência da Medicina que se pratica na Região. Repito. Não é uma promessa. É uma GARANTIA e para o efeito temos que contar com o profissionalismo e dedicação dos nossos excelentes profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, auxiliares e quadros técnicos. O terceiro ponto é, também, algo que me é caro. A Autonomia regional. Quando afirmo que quero criar pontes com o Poder central, com a República, significa que não é com guerras inconsequentes que se negoceia mas com um diálogo firme, inteligente e fundamentado sem colocar em causa os Direitos e os Deveres de um regime autonómico conquistado. Sem recurso a insultos gratuitos de parte a parte. A isto chama-se democracia.
Miguel Albuquerque Líder do PSD-M