A questão que se coloca nas próximas eleições é simples: quem poderá fazer a Mudança e pôr fim à política de austeridade? Não tenho dúvidas que a única força política capaz de derrotar o PSD-Madeira e combater as políticas de austeridade é a Coligação Mudança. Quem pode fazer a Mudança é quem se uniu em torno de um projeto abrangente, congregou várias forças políticas e quem representa uma rotura com quase 4 décadas de governação da direita na Madeira. Somos os únicos com condições para colocar a direita na oposição, dando um novo governo aos Madeirenses e Porto-santenses. O voto útil é o voto que faz a diferença e que pode construir esse Governo de Mudança para a Madeira. Votar noutros partidos, que não quiseram fazer parte da Mudança, é um voto a menos para a mudança de governo. Nós demos o exemplo nas últimas eleições autárquicas, com a coligação no Funchal e o apoio a movimentos de cidadãos em Santa Cruz e São Vicente. Sem pedir nada em troca, mas com um objetivo firme: colocar o PSD longe das autarquias que eles próprios endividaram. Queremos a Mudança porque entendemos que é urgente acabar com a austeridade. O combate à austeridade passa pela renegociação da dívida da Madeira, cujos prazos de pagamento são neste momento de 10 e 15 anos. Estes prazos têm de ser renegociados e o seu pagamento tem de estar indexado ao crescimento económico. Só assim haverá recursos disponíveis para a comparticipação regional que permita captar fundos europeus e apostar no crescimento económico e na criação de emprego. O PSD pediu mais um ano de austeridade, colou-se às políticas do Governo da República PSD/PP e assumiu que votaria favoravelmente o último Orçamento de Estado. Estes indicadores são suficientes para percebermos que, nas próximas eleições, uns querem continuar os caminhos até aqui seguidos e aprofundar a lógica do apertar de cinto e nós queremos renegociar a dívida, apostar no crescimento económico e na criação de emprego. Estas duas visões, estes dois caminhos são antagónicos e irão confrontar-se no dia 29 de março. Caberá aos cidadãos a última palavra: se querem continuar mais quatro anos com as políticas de sacrifícios que destroem a nossa economia, se, pelo contrário, entendem que é a hora de mudar de políticas e de protagonistas, relançando o crescimento e o emprego. O nosso objetivo é claro. Queremos governar para as pessoas. Esta é a hora da Mudança.

Victor Freitas Presidente do PS-M