Avelino Guerreiro Machico é conhecido por ser o concelho mais democrático da Madeira, nem só pelas alternâncias de poder autárquico ao longo de quase 40 anos, mas também pela forma reivindicativa e crítica do seu povo. Nos tempos que correm, surgem pequenos partidos que vão criando uma identidade própria e chamando a si os descontentes e os desapontados com os ditos partidos tradicionais, tornando-se uma ameaça aos PPD, PS e CDS, que durante quatro décadas têm dominado o nosso pais. Vem isto a propósito da estratégia do CDS no concelho de Machico, que rejuvenescido e com uma nova ninhada de meninos educados e bem apresentados, com aparições à tona de água a fazer lembrar um submarino, vêm fazendo a sua campanha pela calada e dando uma cravo e uma na ferradura. Mas há núcleos do eleitorado local em que não basta ser um menino bonitinho, é preciso conhecer o povo, falar com barqueiros e pescadores, pedreiros e agricultores, coisa só ao alcance dos que têm “licenciatura do calhau”. Daí a necessidade de recrutar um combatente que dispara para todos os lados sem dó nem piedade, tanto dá um abraço como um estrangulamento, que serve de escudo protector nos locais mais desviados dos centros das freguesias e da cidade de Machico. Pelo que se vai ouvindo nos cafés e assistindo nas redes sociais, tudo corre em águas calmas e navegáveis para qualquer mini submarino, até chegar ao mar da travessa, quando os ventos soprarem em vários sentidos, iremos assistir a uma espécie de triângulo das bermudas que transformado numa onda gigante, devolverá ao calhau tudo o que dali saiu.