É indispensável passar para uma visão e planeamento estratégico As últimas ocorrências no setor da saúde, impõem a necessidade de reforçar os recursos humanos e os meios materiais, capacitando o serviço público de saúde na sua atividade diária para dar respostas mais céleres e humanizadas as crescentes necessidades em cuidados de saúde dos cidadãos, de forma a reduzir a atual ineficiência dos serviços. As dificuldades que o cidadão encontra no acesso aos serviços e nas respostas para os seus problemas de saúde, geram estados de sofrimento, preocupação, angústia e desespero reais. Há que planear respostas em tempo útil para os constrangimentos, independentemente da capacidade económica das pessoas, num claro propósito social justo e solidário, de modo a preservar um bem maior, a saúde. Foi este o princípio que esteve na génese do contrato social na Europa do seculo dezanove. O contrato social tornou obrigatório a contribuição de um valor a partir do rendimento do trabalho, que possibilitou instituir um seguro para suportar os custos no acesso a cuidados de saúde, condição que progressivamente se alargou a todos os trabalhadores. Acão inicialmente circunscrita, esta medida rapidamente se alargou a vários países europeus, dando origem a sistemas públicos de saúde e segurança social. Num sistema complexo, multi disciplinar como o da saúde há que trabalhar em complementaridade, atuando em várias áreas de forma simultânea e concertada, conjugando capacidades instaladas, associando recursos, instrumentos de comunicação e informação, agilizando condições de negociação e tomadas de decisão indispensáveis ao trabalho dos profissionais e das equipas, congregando as varias áreas de intervenção - cuidados de saúde primários, cuidados continuados e setor social para a solução dos problemas, numa perspetiva oposta as medidas executadas ao longo dos últimos anos. Medidas que agravaram os custos com a saúde para os cidadãos, que atualmente pagam mais para ter acesso aos cuidados de saúde. Sem resolver as dificuldades detetadas nomeadamente, a cronica carência de profissionais particularmente enfermeiros, vários foram os alertas para ter em consideração a limitada proteção da vacina da gripe, a progressiva redução de internamentos, de exames complementares de diagnóstico e de camas hospitalares, com o objetivo de desonerar o orçamento da saúde. Praticas que teriam resultados calamitosos, numa população cada vez mais pobre, mais doente e envelhecida. É indispensável passar para uma visão e planeamento estratégico que tomando em consideração as características da população alvo, crie e desenvolva instrumentos que entre outros fatores aprimorem a gestão financeira e superem o cronico subfinanciamento do setor. Importa melhorar o acesso e a qualidade do atendimento traçando objetivos concretos e compromissos explícitos. Reinvestir nos cuidados de saúde primários, apostando fortemente na prevenção da doença e promoção da saúde, separar o setor público do setor privado, clarificando a intercomunicabilidade entre ambos. Os sistemas de saúde estão perante um progressivo aumento das despesas com a saúde resultando fundamentalmente do aumento da esperança media de vida, do envelhecimento da população com situações de doença cronica, a utilização de novas tecnologias para diagnostico e tratamento, a utilização de medicamentos cada vez mais eficazes e mais caros, o ressurgimento de doenças que se consideravam controladas. Conjugação de fatores que inevitavelmente colocam pertinentes desafios aos profissionais do setor e a quem governa. Juan Carvalho
É indispensável passar para uma visão e planeamento estratégico
As últimas ocorrências no setor da saúde, impõem a necessidade de reforçar os recursos humanos e os meios materiais, capacitando o serviço público de saúde na sua atividade diária para dar respostas mais céleres e humanizadas as crescentes necessidades em cuidados de saúde dos cidadãos, de forma a reduzir a atual ineficiência dos serviços.
As dificuldades que o cidadão encontra no acesso aos serviços e nas respostas para os seus problemas de saúde, geram estados de sofrimento, preocupação, angústia e desespero reais. Há que planear respostas em tempo útil para os constrangimentos, independentemente da capacidade económica das pessoas, num claro propósito social justo e solidário, de modo a preservar um bem maior, a saúde. Foi este o princípio que esteve na génese do contrato social na Europa do seculo dezanove.
O contrato social tornou obrigatório a contribuição de um valor a partir do rendimento do trabalho, que possibilitou instituir um seguro para suportar os custos no acesso a cuidados de saúde, condição que progressivamente se alargou a todos os trabalhadores. Acão inicialmente circunscrita, esta medida rapidamente se alargou a vários países europeus, dando origem a sistemas públicos de saúde e segurança social.
Num sistema complexo, multi disciplinar como o da saúde há que trabalhar em complementaridade, atuando em várias áreas de forma simultânea e concertada, conjugando capacidades instaladas, associando recursos, instrumentos de comunicação e informação, agilizando condições de negociação e tomadas de decisão indispensáveis ao trabalho dos profissionais e das equipas, congregando as varias áreas de intervenção - cuidados de saúde primários, cuidados continuados e setor social para a solução dos problemas, numa perspetiva oposta as medidas executadas ao longo dos últimos anos. Medidas que agravaram os custos com a saúde para os cidadãos, que atualmente pagam mais para ter acesso aos cuidados de saúde.
Sem resolver as dificuldades detetadas nomeadamente, a cronica carência de profissionais particularmente enfermeiros, vários foram os alertas para ter em consideração a limitada proteção da vacina da gripe, a progressiva redução de internamentos, de exames complementares de diagnóstico e de camas hospitalares, com o objetivo de desonerar o orçamento da saúde. Praticas que teriam resultados calamitosos, numa população cada vez mais pobre, mais doente e envelhecida.
É indispensável passar para uma visão e planeamento estratégico que tomando em consideração as características da população alvo, crie e desenvolva instrumentos que entre outros fatores aprimorem a gestão financeira e superem o cronico subfinanciamento do setor.
Importa melhorar o acesso e a qualidade do atendimento traçando objetivos concretos e compromissos explícitos. Reinvestir nos cuidados de saúde primários, apostando fortemente na prevenção da doença e promoção da saúde, separar o setor público do setor privado, clarificando a intercomunicabilidade entre ambos.
Os sistemas de saúde estão perante um progressivo aumento das despesas com a saúde resultando fundamentalmente do aumento da esperança media de vida, do envelhecimento da população com situações de doença cronica, a utilização de novas tecnologias para diagnostico e tratamento, a utilização de medicamentos cada vez mais eficazes e mais caros, o ressurgimento de doenças que se consideravam controladas. Conjugação de fatores que inevitavelmente colocam pertinentes desafios aos profissionais do setor e a quem governa.
Juan Carvalho