O meu compromisso, enquanto candidato à Presidência da República, é garantir que cumprirei e farei cumprir a Constituição da República e, simultaneamente, terei uma intervenção política e institucional activa. O Presidente da República deve ter um papel determinante na percepção pública de aspectos essenciais da evolução da situação política e saber usar os seus poderes de influência e decisão que lhe são constitucionalmente conferidos. Assumo que a minha candidatura exprime a exigência de uma profunda ruptura e viragem em relação às orientações políticas que tanta desordem e tanta regressão impuseram ao nosso País, ao longo dos últimos 38 anos, particularmente nos últimos quatro. Quatro anos que arrastaram o País e os Portugueses para o empobrecimento, em que foram espoliados de uma parte significativa dos seus rendimentos, quer pela via dos cortes salariais e das pensões e reformas, quer pelo ataque brutal às funções sociais do Estado com os cortes na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Trata-se de uma ofensiva estratégica sobre o Estado e a Administração Pública com impactos estruturais, organizacionais e nas condições concretas da prestação e da organização do trabalho no sector, com consequências desastrosas. No respeito pelos órgãos de soberania e na salvaguarda da interdependência de poderes que a Constituição define, não deixarei de usar os meus poderes de decisão e de influência para garantir um novo rumo para Portugal. Sei que está ao nosso alcance edificar um novo desenvolvimento, um tempo de progresso e de justiça social.

Edgar Silva, Candidato a Presidente da República