Já temos o governo que segundo se diz, é o governo de todos e querido por todos. A esquerda unida lá conseguiu assinar um acordo que permitiu que o recém-empossado governo de direita caísse e o governo de esquerda subisse ao poder, na premissa que 107 são menos que 122. De facto todo este processo foi legal, apesar de ser na prática uma vitória de secretaria e como tal temos agora uma nova realidade, um governo PS com o beneplácito de toda a esquerda. Está nesta fase a Assembleia da República a debater o programa do XXI governo constitucional. Mas mais do que debater o que está para a frente, assistimos mais ao debate do que ficou para trás, à esquerda, que impedida de “entrar a rasgar” sobre o novo governo, olha mais para trás do que para a frente. Mas não deixa de ser curioso ouvir a deputada Mariana Mortágua referir-se ao governo como “o vosso governo” quando se calhar deveria dizer o “nosso governo” ou no mínimo “o governo”. E passa muito por aqui o futuro deste governo, a esquerda não o vê como um todo, este não é um governo de esquerda, é um governo PS apoiado, enquanto estes se portarem bem, pelos partidos de esquerda. Não é o “nosso” é o “vosso”. Curiosas mas importantes e esclarecedoras estas palavras de Mariana Mortágua. É hora de seguir em frente, é hora deste novo governo avançar para o cumprimento de tudo o que disse que conseguia fazer e que só não era feito pelo PSD e CDS-PP por mera incompetência. Se é este o caminho? Não sei, mas espero bem que sim porque ninguém quer voltar atrás só porque afinal todas estas despesas não estavam escoradas em receitas. Quero acreditar que o PS quando avançou para este caminho fez bem as contas. Espero bem que toda esta guerra partidária seja secundária aos reais interesses de Portugal. E porque não é só com política que Portugal se tem animado, o país do futebol tem estado muito entretido, com a guerra diária entre Sporting e Benfica com Jorge Jesus a ser o epicentro. No fundo o Benfica aceitava que Jorge Jesus tivesse deixado a relação que tinham mas o que não aceita é que tendo deixado essa relação, tenha começado uma nova relação com um rival seu. Caso típico de desavenças entre casais e que já mete tribunais e ofensas na praça pública. A finalizar, e porque estamos no mês das Festas, desejo a todos os leitores umas Santas e Felizes Festas, com tudo de bom e que sobretudo as pessoas tenham no topo das suas prioridades a família e amigos.

Não se deixem levar por uma cultura de consumismo, pelo fútil, pelo acessório. Cultivem uma cultura de família e amigos. A finalizar expressar os votos de um Feliz ano de 2016!

Duarte Vieira, Advogado