José Escórcio Iniciei a minha atividade bancária na Caixa Económica do Funchal no ano de 1978 ainda jovem e com muita força interior para um futuro profissional, que pensando eu na altura, seria de muitos anos, juntamente com os colegas e bons amigos que faziam parte desta grande equipa, cujos objetivos ao contrário de hoje em dia, eram o respeito, a seriedade e a civilidade.
Os diretores e gerentes bancários da altura eram pessoas, na sua maioria, sem formação em Gestão ou equivalente mas com VALORES HUMANOS MUITO GRANDES. Passados alguns anos, a dita instituição de crédito, essa sim madeirense, foi transformada em Banco Internacional do Funchal- Banif, por indivíduos cheios de dinheiro e sem escrúpulos de alguma espécie e com a ajuda do Governo que reinava na Região cuja dívida (Buraco Financeiro) já existia na altura, levaram à criação de um quadro de adidos (empregados “sem fazer nada”) sem qualquer critério de escolha profissional.
O Banif existiu durante 27 anos, sendo liderado na Região Autónoma da Madeira por um administrador residente do Continente Português, cuja personalidade humana e profissional todos nós empregados do Banco reconhecíamos. Após a saída do mesmo foi criado o Cargo de Diretor Regional, sendo assumido nos últimos anos por madeirenses. Essas pessoas e respetivos lacaios, também diretores (era à “farta”), diziam em muitas reuniões que a antiguidade na instituição era considerada “MUSEU”, visto nós, os mais velhos, ter-mos muita dificuldade em acreditar na venda dos tais produtos tóxicos que levaram alguns clientes a ficar sem nada! Como se não bastasse, esses senhores Diretores faziam ameaças nas reuniões com os gerentes das agências para que os mesmos, junto dos trabalhadores, forçassem a venda dos tais produtos tóxicos, para que eles próprios (Diretores) atingissem os seus objetivos visto não receberem os clientes nos seus gabinetes.
As consequências de tudo isto resultaram em algumas doenças graves e não só, onde eu próprio me incluo. Após 36 anos de trabalho bancário e não me revendo nesta HIPOCRISIA que éramos forçados a acreditar e a transmitir aos clientes (nos últimos anos), aderi à Rescisão do Acordo de Revogação do Contrato de Trabalho, tendo a felicidade de não assistir laboralmente à agonia final da INSTITUIÇÃO BANIF.
Um fim muito triste.