Pedir o voto… e prestar contas. É o objetivo deste meu artigo para o Diário de Notícias da Madeira quando estamos prestes a entrar em 2016. Sinto o dever de vos dizer o que fiz enquanto deputada eleita pela Região Autónoma da Madeira para o Parlamento Nacional.
Desde a campanha eleitoral para as legislativas de 4 de Outubro, em que mais uma vez o PSD foi o partido mais votado - e em que os portugueses deram uma clara indicação de que apesar das dificuldades de governar em anos em que o país esteve sobre o resgate de uma tróica que herdámos do executivo de José Sócrates que nos deixou à beira da bancarrota – tivemos dois meses de trabalho na Assembleia da República.
É hora de fazer um primeiro balanço e de prestar contas aos madeirenses e porto-santenses da atividade parlamentar no ano de 2015.
Como se recordam, constava do nosso programa eleitoral, bem como do projeto com que a coligação PSD/CDS se apresentou ao país, a construção de um Novo Hospital na Madeira.
Perante a inexistência de compromissos específicos do programa de governo de António Costa para com a Região questionamos já o Primeiro-Ministro – que não foi o escolhido pelos portugueses, mas que na “secretaria” conseguiu uma alternativa apelidada por alguns de geringonça – sobre a construção do novo hospital para a Madeira.
Nestes dois meses, no âmbito da atribuição constitucional de fiscalização política do Governo, assumimos o voto favorável no orçamento retificativo que António Costa apresentou na sequência do processo de resolução do Banif, colocando em primeiro lugar o interesse da Região.
Demos entrada, também de uma iniciativa legislativa, a primeira e única até ao momento de todos os deputados eleitos pelo círculo da Região Autónoma da Madeira.
Nos dias de trabalho parlamentar desempenhados no círculo eleitoral que em nós confiou temos reunido com os serviços da República na Região Autónoma da Madeira, bem como com todas as entidades ou cidadãos que assim o desejem.
Aceitem o meu renovado compromisso de tudo fazer para cumprir a defesa intransigente dos Madeirenses e dos Porto-Santenses na Assembleia da República. E contem com toda a minha energia política para continuar a defender a Região Autónoma que me viu nascer e onde me orgulho de viver.
Eu acredito na Política. Naquela política que levou Francisco Pinto Balsemão, Francisco Sá Carneiro, e tantos outros a avançarem na criação do PSD e do PSD-Madeira. Para si que me deu o voto garanto que rejeito a política rasteira em que se movem alguns partidos. Partidos para quem o artificialismo linguístico, e a dramatização são a regra, partidos onde se acolhem os nossos bem conhecidos profetas da desgraça, sempre prontos a dizer mal de tudo e de todos e incapazes de apresentarem soluções para os problemas das pessoas.
Como disse Francisco Sá Carneiro, “usamos adjetivos a mais. O que, aliás, talvez sirva para encobrir a nossa incapacidade de conseguirmos fazer as coisas”.
Felizmente Sá Carneiro nunca o fez. O PSD nunca precisou.
Os Madeirenses e Porto-Santenses têm testemunhado os nossos primeiros meses de atividade parlamentar. Atrevo-me a considerar que esta foi positiva.
Na Assembleia da República conto não falhar. Mas se o fizer, nunca será por falta de empenho, trabalho e dedicação.
Passados os tempos de festa, mal se apague na Baía do Funchal o último fogo-de-artifício, estou em 2016. A trabalhar com toda a força pela Região Autónoma da Madeira, pelo meu País, e pelo meu partido. Assim espero honrar a memória de Francisco Sá Carneiro, e a tradição de mais de quarenta anos dos sociais-democratas.
Sara Madruga da Costa, Deputada do PSD na AR