A Madeira, felizmente, tem um rico historial de galardões recebidos. Recentemente recebeu o maior prémio de todos – o melhor destino Insular do Mundo. No meu ponto de vista, trata-se de um galardão que premia a consolidação de um destino, nós que trabalhamos nisto temos obrigação de o divulgar em todas as nossas comunicações. Todos nós estamos orgulhosos, todos os que estamos diretamente ligados à industria e que contribuímos para a tal consolidação. O prémio é evidentemente da Secretaria do Turismo que nos candidatou de forma eficiente e pelos vistos elegível ao mais alto nível! Mas não só… O prémio é de todos profissionais de hotelaria, é do inesquecível trintanario do Carlton, Sr Gonçalves, cumprimenta todos os seus hospedes pelo nome! É dos quatro, repito, quatro campeões do mundo de barmen – tive o enorme prazer de trabalhar com dois deles! É dos enormes Guest Relations que tivemos nos nossos hotéis, lembro-me, sem nunca ter trabalhado com ele, do prestígio que o Sr Nunes tinha no Madeira Palácio! É de alguns grandes Chefs imigrantes que adotaram a Ilha da Madeira como terra deles – um evidente e merecido destaque para os meus queridos amigos Benoit e Yves! É dos Chefs Madeirenses que recusaram-se a ficar atrás! É das enormes Governantas Gerais, donas de casa de elevadíssimo requinte! Lembro-me da Guiomar Cunha. É dos Chefes de Sala e das suas brigadas! É do simpático bagageiro, da atenciosa empregada de quartos, do incansável copeiro, etc… Mas também é dos Agentes de Viagens, conheci alguns que estavam muito à frente do seu tempo! Tantos nomes, o Carlos Jardim, o Paulo e a Teresa de Matos, O Emilio, o Samorano, o Jana, o Borges, tantos, que trouxeram grandes operações! Uma nova geração, muito bem preparada, está também a fazer um magnífico trabalho. É das Guias Interpretes que vão espalhando o seu conhecimento enciclopédico. É dos taxistas e dos motoristas de turismo que conhecem todos os segredos da Madeira. Conheço um que deve saber tanto de botânica como sabia o próprio Darwin, passe o exagero… É do cidadão comum que deita os papéis nos caixotes e que para civilizadamente nas passadeiras para deixar passar os turistas. É da dona de casa que faz questão ter o pequeno jardim bem tratado. É das floristas de rua, dos autarcas, do pessoal dos restaurantes e dos cafés. É dos magníficos decoradores dos espaços públicos como o João Egídio ou a Isabel Borges. Eu próprio sinto que contribui pelo menos uma vez para a excelência do destino, quando em 2000, na inauguração do aeroporto, era eu um junior duty manager do hotel onde trabalhava, vi que um ilustre convidado tinha-se esquecido do telemóvel no quarto, bom, decidi ir ao aeroporto entregar-lhe em mão o dito, a sua reação, depois dos naturais agradecimentos, foi uma afirmação que nunca me hei de esquecer: “não conheço outro destino no Mundo que fizesse isso por um visitante!” É, claro, de todos os ex-secretários do turismo e diretores regionais, uns mais sonhadores, outros mais pragmáticos. Todos eles contribuíram.

Pedro Milheiro da Costa