O Natal é um tempo da nossa afirmação como Madeirenses e Porto-Santenses porque expressamos uma identidade própria de viver e sentir as nossas tradições, memórias, a nossa cultura.

A forma de comemorar e participar nesta quadra, como nenhum outro povo, é um motivo de orgulho, no empenho e imaginação, na arte e decoração de todo este admirável ambiente natalício.

É um tempo que se transfigura, uma época do ano, que se vive intensamente na corrida vertiginosa dos dias. São as ornamentações nas ruas, das casas, uma constante azáfama no comércio, nas lojas, nos supermercados.

Esta atmosfera impregnada de sentimentos cristãos que se identifica, enaltece e assinala,iniciou-se com as Missas do Parto - em todas as Igrejas da Região-com a participação maciça das populações, onde se irradiam motivações, laços de amizade e convívios, na caminhada para as celebrações do Natal.

Em todos os recantos do Arquipélago,observa-se o pulsar e o esplendor do Natal. Esta herança que os nossos antepassados moldaram à sua maneira mostrando a sua cultura, reflexo de realidades próprias. São os presépios, as lapinhas, as iluminações colocadas com a criatividade e gosto pelas famílias em quase todos os lares. São os órgãos autárquicos e os trabalhadores que empenhados, construíram em muitas freguesias, vilas e cidades da Região esses lindos presépios,visitados nesta quadra por milhares de pessoas. As Igrejas, são outros lugares, onde podemos encontrar autênticos e genuínos trabalhos, exaltando o Natal.

As Noites do Mercado que fazem já parte do programa, das vivências do Natal arrasta todos os anos, jovens e menos jovens, pelos locais onde se realizam estas manifestações com a música, os sabores, o encontro e reencontro de amigos e familiares, constituem pontos altos de aproximação e de envolvência para a grande festividade que é, sem dúvida, o nosso Natal.

A Festa é, de facto, um período por excelência do bem-estar do corpo e do espírito,um tempo de melhor entender a vida nos aspetos de solidariedade, compreensão, de momentos saudáveis, uma verdadeira ponte de convívio e de união.

Atualmente para a grande maioria da população a quem os dias, nem sempre sorriem da melhor maneira, não são fáceis, espelham nesta quadra uma energia, motivações diferentes, uma moral, e uma tenacidade para viverem este tempo com alegria e espírito natalício, com disponibilidade e partilha – de um gesto, uma palavra, um convite às iguarias desta época.

Ainda bem que continua a acontecer Natal de uma forma incomparável, assumida e concebida pela gente desta terra, e que as várias gerações, souberam preservar, cultivar e inovar com brilho, fervor e esperança.

Neste dia de Natal, que a mensagem da “lapinha”seja vivida todo o ano -Feliz Natal !

Belarmino Rodrigues