Manuel Jesus Todos os dias fala-se do desemprego; do crescimento económico; da manutenção de postos de trabalho e de verbas que o “o estado Português” não nos devolve.

Na Madeira os Municípios; o Governo e as grandes empresas compram quase tudo no Continente.

As empresas que estão a construir a via rápida de Câmara de Lobos (Somague/Mota Engil), a maioria das suas compras de materiais e equipamentos são adquiridas no Continente, o que é inadmissível, pois no mercado regional esses produtos poderão ser adquiridos.

A Somague/Mota Engil além das compras no Continente ainda deslocalizam mão de obra para efectuarem a montagem desses equipamentos, sabendo que na região existe mão de obra especializada.

Ora bem, a responsabilidade é apenas dos nossos gestores públicos que não salvaguardam a Madeira, colocando nos cadernos de encargos essa salvaguarda.

Depois fala-se muito dos Açores que possuem uma dívida muito inferior à da Madeira, pois os gestores públicos Açoreanos defendem e bem o seu Arquipélago que todas as compras dos Municípios e do Governo são às empresas que têm sede nos Açores.

Se os escassos dinheiros que todos os organismos oficiais possuem forem derramados na economia da Região serão um garante de impostos; postos de trabalho; manutenção de empresas e criação de novos postos de trabalho.

O mesmo se aplica às empresas que prestam serviços para esses organismos.

Os gestores Públicos terão que de uma vez por todas compreender que estão nesses cargos a prestar um serviço público e defenderem os interesses de quem os elegeu. E não se escondam atrás do mercado globalizado, aprendam com os Açoreanos.

Acho que todos os gestores públicos devem ser responsabilizados pela má gestão pública como se de um privado se tratasse mas com uma agravante, gerir a coisa pública que é de todos nós.

Não sou de esquerda nem de direita, sou apenas um comum cidadão que quero e exijo que os meus impostos e que são muitos sejam geridos com imparcialidade e honestidade em prol do bem público.