Ricardo Abreu Sábado, 12 de dezembro de 2015. Após 2 horas na sala de espera da urgência pediátrica, após a constante chegada de bebés com febre e vómitos que entretanto são atendidos, pelo sistema de som, lá chamam pelo nome do meu filho. A consulta e o diagnóstico são rápidos; mais ou menos um ano após ter partido um pé na escola e depois de experimentar dores mesmo em posição de descanso, é encaminhado para os Raio X. Mais largos minutos de espera – até porque é hora do jantar, aguardamos na sala de espera da Ortopedia. Finalmente, eu e o meu filho, somos chamados. Somos encaminhados para um cubículo onde um médico nos atende. Este, do alto do seu pedestal, assume uma postura empertigada e altiva e não tarda em vender o sermão de que não se trata de uma “urgência” e que não temos nada que estar ali, àquela hora, naquele sábado a importunar sua excelência. Aliás, sua excelência incomodada pela legítima preocupação do patriarca do “irritante” enfermo, não tarda em puxar das dragonas e afirmar que “sou o melhor ortopedista em Portugal” e depois da minha observação como pai das conhecidas reclamações do serviço de Ortopedia do hospital Nélio Mendonça na imprensa regional e redes sociais, solta a verborreia final “você não sabe nada”. Caro doutorado: o senhor não me conhece de lado nenhum; não sabe quem sou ou o que sei. Aparte disso, a sua função primordial deveria ser zelar pela saúde dos pacientes. Se exerce um cargo de prestação de serviço público num hospital público, a sua missão deveria ser atender as urgências que lhe são apresentadas e não tecer juízos de valor ou afins até porque tais atitudes só ficam (muito) mal ao “melhor ortopedista de Portugal”. Mais, apesar de não perceber de mecânica – tal como não percebo de ortopedia – quando o meu carro sai da oficina com o mesmo problema com que entrou, é altura de escolher outro “sapateiro”…