Acham que alguma família da classe média irá querer ter filhos e ir além de um? Já morreram ou foram feridas, em Portugal , mais mulheres, vitimas de violência domestica do que pessoas no geral, nos atentados terroristas, dos últimos anos na Europa. Alvejadas, queimadas, esfaqueadas, violentadas e violadas, esmurradas, pontapeadas, agredidas com paus e barras de ferro, envenenadas, constantemente ameaçadas…, mulheres casadas ou namoradas, grávidas ou em frente dos filhos, tudo é possível neste cardápio de agressão onde a imaginação e o requinte de malvadez não tem limites. Os agressores não pertencem a nenhum extrato social em particular, desde o mais pobre ao mais rico é possível encontra-los nas notícias dos jornais, nas revistas “cor- de-rosa” ou simplesmente pelo flagrante de serem nossos vizinhos. Vemos e ouvimos, mas como o problema não é nosso e “entre marido e mulher não se mete a colher”, não fazemos nada. As corajosas que decidem denunciar, vivem num terror constante, porque se o agressor for primário é mais provável que tenha pena suspensa… isto se se conseguir provar alguma coisa, pois cobardes que são, geralmente cometem o crime na reserva dos seus lares. Mas não há problema… Se a mulher tem medo e é ameaçada pelo agressor, então o Estado constrói casas de abrigo e diz-lhe que ela sempre pode viver enclausurada e escondida nestes locais, como se fosse ela a criminosa. O Agressor fica com o direito à morada de família e a ficar em liberdade. Mas está tudo bem… Os políticos, que fazem as leis, protegem o criminoso com as previstas penas suspensas e uma legislação brando; o Estado faz as casas de abrigo para enclausurar as mulheres e os seus filhos, gastando milhões dos contribuintes nestas instalações, campanhas de prevenção, acompanhamento e cuidados de saúde nos serviços de urgência e internamento; os juízes soltam agressores e violadores; e nós, enquanto sociedade, olhamos para o lado enquanto dezenas de mulheres são mortas e outras milhares agredidas e feridas, todos os anos em Portugal. Até quando? Terroristas cá dentro III- envelhecimento da População Quando os sucessivos governos Nacionais e Regionais não tomam reais medidas para aumentar a natalidade, estão a condenar um país a um futuro de graves carências sociais e insustentável, devido às características da sua demografia. Ainda ninguém percebeu, que não são os poucos euros do abono de família que fazem a diferença. A grande preocupação dos pais é com as despesas de saúde, creche e escola e claro, a proteção laboral na parentalidade. Se alguns sinais são dados de vez em quando, como os recentemente anunciados, a verdade é que as medidas são claramente insuficientes. Uma conta simples para que se perceba: uma família classe média que ganha 1700€ brutos, cerca de 1500 líquidos por mês, com um filho de 1 ano e outro com 3, e as seguintes despesas mensais comuns a muitas famílias: cerca de 400 euros de escola (porque não tem direito a escalão de apoio social), uma média de 40€ de despesas de saúde para as duas crianças, 450€ renda/empréstimo, 200€ empréstimo carro, 150€ combustível/seguros/manutenção, 60€ eletricidade, 20€ água, 20€ telefone, 35 Tv e internet. Tudo isto totaliza 1375€, ficando 125€ para a alimentação, vestuário e despesas diárias para um agregado de 4 pessoas. Não tem direito ao abono de família devido ao montante do rendimento bruto. Acham que alguma família da classe média irá querer ter filhos e ir além de um? Imaginem quem ganha ainda menos? Alguém ainda se pode admirar ou surpreender com a baixa de natalidade na classe média, que devia ser a classe mais apoiada tendo em conta o melhor indicie de famílias estruturadas, com grandes preocupações sociais educacionais e comportamentais dos seus filhos? Se o Governo Regional nada pode fazer relativamente ao ridículo cálculo estabelecido pela Republica, do abono de família, com base em salários brutos e que não tem em conta as despesas e encargos de um agregado, sempre podia apoiar as famílias, alargando o apoio escolar a outros escalões de rendimento e criar uma consulta de pediatria em todas as sedes de concelho da Região ou dar uma maior comparticipação nas consultas de pediatria. Eu sei que isto trás, naturalmente, encargos no orçamento e não estamos em “tempo de vacas gordas”. Mas este é um investimento fundamental para o futuro da região e do país. Este é um investimento que vai ao encontro das necessidades das famílias, sem lhes dar-mos dinheiro diretamente. É um investimento que pretende um futuro com mais crianças mas educadas e saudáveis. Sara André

Acham que alguma família da classe média irá querer ter filhos e ir além de um?

Já morreram ou foram feridas, em Portugal , mais mulheres, vitimas de violência domestica do que pessoas no geral, nos atentados terroristas, dos últimos anos na Europa. Alvejadas, queimadas, esfaqueadas, violentadas e violadas, esmurradas, pontapeadas, agredidas com paus e barras de ferro, envenenadas, constantemente ameaçadas…, mulheres casadas ou namoradas, grávidas ou em frente dos filhos, tudo é possível neste cardápio de agressão onde a imaginação e o requinte de malvadez não tem limites. Os agressores não pertencem a nenhum extrato social em particular, desde o mais pobre ao mais rico é possível encontra-los nas notícias dos jornais, nas revistas “cor- de-rosa” ou simplesmente pelo flagrante de serem nossos vizinhos. Vemos e ouvimos, mas como o problema não é nosso e “entre marido e mulher não se mete a colher”, não fazemos nada. As corajosas que decidem denunciar, vivem num terror constante, porque se o agressor for primário é mais provável que tenha pena suspensa… isto se se conseguir provar alguma coisa, pois cobardes que são, geralmente cometem o crime na reserva dos seus lares. Mas não há problema… Se a mulher tem medo e é ameaçada pelo agressor, então o Estado constrói casas de abrigo e diz-lhe que ela sempre pode viver enclausurada e escondida nestes locais, como se fosse ela a criminosa. O Agressor fica com o direito à morada de família e a ficar em liberdade. Mas está tudo bem… Os políticos, que fazem as leis, protegem o criminoso com as previstas penas suspensas e uma legislação brando; o Estado faz as casas de abrigo para enclausurar as mulheres e os seus filhos, gastando milhões dos contribuintes nestas instalações, campanhas de prevenção, acompanhamento e cuidados de saúde nos serviços de urgência e internamento; os juízes soltam agressores e violadores; e nós, enquanto sociedade, olhamos para o lado enquanto dezenas de mulheres são mortas e outras milhares agredidas e feridas, todos os anos em Portugal. Até quando? Terroristas cá dentro III- envelhecimento da População Quando os sucessivos governos Nacionais e Regionais não tomam reais medidas para aumentar a natalidade, estão a condenar um país a um futuro de graves carências sociais e insustentável, devido às características da sua demografia. Ainda ninguém percebeu, que não são os poucos euros do abono de família que fazem a diferença. A grande preocupação dos pais é com as despesas de saúde, creche e escola e claro, a proteção laboral na parentalidade. Se alguns sinais são dados de vez em quando, como os recentemente anunciados, a verdade é que as medidas são claramente insuficientes. Uma conta simples para que se perceba: uma família classe média que ganha 1700€ brutos, cerca de 1500 líquidos por mês, com um filho de 1 ano e outro com 3, e as seguintes despesas mensais comuns a muitas famílias: cerca de 400 euros de escola (porque não tem direito a escalão de apoio social), uma média de 40€ de despesas de saúde para as duas crianças, 450€ renda/empréstimo, 200€ empréstimo carro, 150€ combustível/seguros/manutenção, 60€ eletricidade, 20€ água, 20€ telefone, 35 Tv e internet. Tudo isto totaliza 1375€, ficando 125€ para a alimentação, vestuário e despesas diárias para um agregado de 4 pessoas. Não tem direito ao abono de família devido ao montante do rendimento bruto. Acham que alguma família da classe média irá querer ter filhos e ir além de um? Imaginem quem ganha ainda menos? Alguém ainda se pode admirar ou surpreender com a baixa de natalidade na classe média, que devia ser a classe mais apoiada tendo em conta o melhor indicie de famílias estruturadas, com grandes preocupações sociais educacionais e comportamentais dos seus filhos? Se o Governo Regional nada pode fazer relativamente ao ridículo cálculo estabelecido pela Republica, do abono de família, com base em salários brutos e que não tem em conta as despesas e encargos de um agregado, sempre podia apoiar as famílias, alargando o apoio escolar a outros escalões de rendimento e criar uma consulta de pediatria em todas as sedes de concelho da Região ou dar uma maior comparticipação nas consultas de pediatria. Eu sei que isto trás, naturalmente, encargos no orçamento e não estamos em “tempo de vacas gordas”. Mas este é um investimento fundamental para o futuro da região e do país. Este é um investimento que vai ao encontro das necessidades das famílias, sem lhes dar-mos dinheiro diretamente. É um investimento que pretende um futuro com mais crianças mas educadas e saudáveis.

Sara André