“Nas paixões a razão nos desampara” citando o grande Bocage nascido e criado nas terras do Sado, palco do jogo de sábado entre o Vitória local e o União da Madeira, cujo resultado e exibição não convenceram e a razão e lógica do futebol venceu novamente.

Equipa inicial a surpreender somente no sector mais ofensivo com a entrada do atleta Cadiz, o mesmo que faturou no jogo da taça de Portugal e o regresso à baliza do internacional André Moreira. O Vitória de Setúbal entrou melhor e marcou cedo, o que no futebol nem sempre é um bom presságio. E foi o que se veio a confirmar na segunda parte, com o União a empatar a partida com um golo de Danilo Dias a provar finalmente que é reforço e com Amilton a confirmar os seus créditos e a chegar ao segundo golo, valendo a eleição segundo a imprensa, dos melhores jogadores em campo.

Posto isto entrámos na fase de deixar o cronómetro passar, com alguns atletas a acusar o cansaço e com substituições aos 81, 84 e 89 minutos, que se vieram a confirmar como tardias, ineficazes e provavelmente prejudiciais. Aos 90+1 sofremos o empate comprovando aquela velha máxima que “até ao lavar dos cestos é vindima”, cenário esse já comum em alguns jogos realizados, sofrer golos quase no fecho da partida, quando a equipa recua, denotando uma falta de ambição gritante.

Deixa-se de jogar a meio campo e o objetivo passa a ser, não sofrer golos em vez de atacar e “matar jogos”.

Dezembro aproxima-se a passos largos e não se perspetiva muitas facilidades, a nossa posição na tabela não nos dá margem para erro e pontuar é imprescindível. A eliminação na taça de Portugal, embora após o infortúnio das grandes penalidades e quando até marcámos, a perda de pontos desta forma, quando tivemos a vitória na mão, deixa-nos a todos apreensivos para o jogo de quarta-feira frente ao F.C. Porto. Se a razão nos desampara, que mostrem em campo que estou errada e aí “Já Bocage não sou…”

Tânia Silva