Demorou a encarrilhar, mas depois de afinadas as agulhas, não há quem pare o Nacional.

Depois de Guimarães (1-0) e Cova da Piedade (5-0), na sexta-feira a ‘vítima’ foi o Maritimo, derrotado de forma clara e inequívoca por 3-1, conseguindo assim o Nacional a sua terceira vitória de seguida. Com 9 golos marcados e apenas um sofrido, o que reflete a crescente solidez e eficácia da equipa.

Do jogo de sexta-feira há a reter dez minutos interessantes do Marítimo, a aproveitar bem o vento que tinha pelas costas para levar algum perigo à baliza de Rui Silva, e depois um Nacional eficaz, objetivo e muito pragmático.

Feliz no golo de Sequeira, é certo, mas infeliz no golo sofrido em cima do minuto 45, ainda para mais na sequência de um lance que nem canto era.

Na segunda parte prevaleceu não só a qualidade futebolística dos jogadores alvi-negros, mas também o seu equilíbrio emocional, permitindo-lhes reagir às adversidades do jogo sem nunca perder o controlo.

O 2-1 surgiu com naturalidade, o 3-1 acabou por ser a forma perfeita de ‘acabar’ com o jogo. Assim ganhou o Nacional, como tem vindo a ser aliás habitual nos dérbis diante do Marítimo (já vai na quarta vitória consecutiva no Estádio da Madeira e nos últimos 15 jogos apenas uma derrota, em 2012...), pelo que os famosos três pontos de desvantagem que podiam passar a seis, ficaram reduzidos a zero.

Mas porque apenas se ganharam 3 pontos e faltam ainda muitos para atingir o objetivo europa, domingo no Estoril, há que dar sequência ao bom momento, continuando assim no rumo certo.

Saturnino Sousa