Gilberto Teles ‘’Há um tempo em que tudo, ou quase tudo, é permitido. Precipitações, tomadas de decisão pouco avisadas, passos em falso e alguns passos certos.”...Alguém disse... E falando de futuro, sem descurar o passado, seu e global, é fantasiar o presente e brincar às palavras...vamos então falar de futuro?! Bora lá…
Houve em tempos um congresso do partido que se intitulava: “aqui discute-se o futuro”...e discutiu-se, o passado, o presente e atalhou-se o futuro.
Houve nesses mesmos tempos áureos, do aparentemente tudo bem, das palmadinhas nas costas, nos “abreijos”, no passar a imagem de…, no diz que disse que eu não disse que era assim...e que devia falar de futuro mas...falou-se, relembrou-se e pastaram-se vocábulos do mais do mesmo, dos “affairs” dos seus mandatos (relembro em surdina que ninguém nos ouve:
eleito para cumprir e ser cumprido!!! Pago pelo povo, o tal que sabe o que o povo quer!!!), como se de algo de extraordinário estivesse a ser feito, de grandes metas, de sonhos, de cenários, disto, daquilo e aqueloutro...também falou-se, e do futuro, somente algumas coisas foram elencadas, não por quem agora vem falar de futuro, curiosamente, por quem foi “apunhalado” e travado por ver no presente o elenco do mau presságio que “esse” futuro agoirava. Não esqueci, estava lá, como qualquer militante base, novo, recém chegado, sem peso de voto, com análise crítica de ver por fora o que se passa por dentro....não esqueci, não tenho “alzheimer político” nem patológico nem provocado…continuando a falar de futuro…
Falar do líder demissionário e das suas façanhas, que repito, fez inequivocamente um enorme labor em prol do partido e do seu crescimento sustentável e fez do partido o que foi (no passado), o que é actualmente, como sua tese proprietária para sustentar um argumento válido, questiono (falando de futuro), onde estavam todos esses apoios futuristas, nos momentos menos bons?! Onde estavam as palavras de conforto (não de confronto), onde pairavam os olhares e atitudes convergentes de apoio verdadeiro e honesto (sim a honestidade faz parte do “agente político”)?! Onde estavam as teses de boas vontades de convergências, de união, de unidade, que tanto se apregoa...agora?! Ah, eu lembro...estavam nos bastidores dos golpes palacianos, das conspirações de papelinhos…”vai ser desta”....”é a minha vez de reinar”....estavam aqui, ocultados em manjares suculentos acompanhados e regados com o melhor vinho da incoerência...pois, mas o passado, não é futuro...não faz parte...não conta, não convém lembrar...ou será que faz sentido?!...
Porque o futuro, não se faz somente branqueando o passado, querendo a todo o custo esquecer, querendo passar uma borracha ilustre comprada numa papelaria da moda onde tudo vale para sufragar o incontornável, eu relembro: a atitude pessoal, individual, também faz a pessoa, no seu passado, presente e futuro!
Porque somente se é fiel nas grandes façanhas, quando demonstramos a mesma fidelidade e humildade, nos pequenos gestos! E é na atitude do verbo SER, que se desenha todo o compromisso e idoneidade do homem como político, como pessoa e como agente executante de esperança para a qual foi eleito, do projeto que abraçou.
Falar de futuro, é também, e essencialmente, falar de projeto, de visão, do que somos, fomos, pretendemos e queremos ser...não de forma vagueante e preambular, mas sim de carácter e personalista de matriz genética do partido. Sim. Falar de valores base, de princípios matriciais e fundadores, de militante base, de ser, fazer e tomar partido e vivê-lo, não é ser saudosista, é talvez, digo eu que não sei o que o povo quer...é a base do sucesso deste partido, que orgulha-se do seu passado fundador e vê nele base essenciais e de alicerce de um futuro melhor. Se falar de ser partido, é ser velho e saudosista, então eu sou!
Se fazer partido é ser mais velho e saudosista, também eu sou!
Se fazer partido é ser antiquado e saudosista, muito afirmativamente, também sou, mas convicto de que estou a sê-lo, pelo e com o partido, que em nada se revê no atual e nauseia um simples adepto de política leigo em matéria…
Revitalizar a base fundadora e matricial de um ideário desafiante de sociedade, cujo o CDS é Único a fazê-lo, é sentir-se e ser-se velho...então algo vai mal na leitura do ser partido! Esta matriz não impede ver a atualidade nem de se abrir à mesma, simplesmente...completa-a!
Basta fazer e ser! Tão simples!...porque “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”, disse Peter Drucker...e esse futuro, cria-se, olhando para o passado, com visão de presente e melhoria contínua de futuro!