João Freitas “Perifericidade, insularidade, centralidade e marginalidade são as quatro situações possíveis que surgem quando se combina, por região, indicadores de acessibilidade e de escala ou, numa perspectiva mais económica, indicadores de consumo com indicadores de produtividade. Será insular, ou remota, a região que tem baixo consumo/ acessibilidade e baixa produtividade/ escala; e será central a região que tem consumo/ acessibilidade e produtividade/ escala elevados. No entanto, devido a fenómenos de transferências públicas e privadas ou a falhas de mercado ao longo das cadeias de valor exportadoras, podem surgir situações de marginalidade, quando o consumo/ acessibilidade é alto mas a produtividade/ escala é baixa, ou de perificidade, se a produtividade/ escala é elevada e o consumo/ acessibilidade é baixo.” (Tomaz Dentinho e Orlando Rodrigues, “Periferias e Espaços Rurais”, pg. 7) Nestes tempos, percorremos, do centro às periferias e vemos sinais que revelam alterações profundas na dinâmica económica da região, desde a mobilidade aos espaços vazios, para não referir as expressões nos rostos das pessoas.... A palavra “Vende-se” é uma referência tangível, cada vez mais afixada, não reveladora, de outras, de valor intangível, como a desproporcionalidade entre objectivos e recursos numa ilha. O Observatório das Desigualdades revela que Portugal é dos países da UE mais desiguais na distribuição de rendimento. Outros números reveladoras de uma periferia que cresce, silenciosamente: “126 mil desistem de procurar trabalho por trimestre”. (Exp. 8 Nov. 2014) E quando pensamos de uma entidade bancária (BES) de reputação e credibilidade internacional e que, passou a fazer parte, recentemente, dos “15 casos mais simbólicos de corrupção” a nível mundial, segundo a organização não governamental: Transparência Internacional. As referências limite da Ética são: a dor e o bem estar. (António Damásio, neurocientista, Prós e Contras, 7 Dez.)