Sempre que a Madeira se virou para o exterior, criou riqueza. Sempre que a Região quebrou os muros naturais do arquipélago, conquistou mercados, alguns dos quais ainda hoje perduram com largas margens de crescimento, caso do Vinho Madeira e do Turismo. Foram vários os ciclos específicos ao longo dos séculos, quer em termos internacionais, quer nacionais, de que se realçam o açúcar, o vinho e, sob outras formas, o bordado. Destes ciclos, o Turismo tem desempenhado o papel mais importante na vida económica madeirense e continuará a ser uma das traves mestras do futuro. Mas isso não é suficiente. A Região Autónoma necessita de atrair investimentos para áreas potenciais de desenvolvimento, não descurando os sectores tradicionais. Este é, indiscutivelmente, o ciclo que se segue. O ciclo da renovação e da diversificação do tecido económico e empresarial. A investigação, a inovação e o conhecimento constituem a base e os instrumentos de uma estratégia que leva à concretização de projectos que acrescentem valor à economia da Madeira. As Comunidades Madeirenses espalhadas pelo mundo, com grande grau de diferenciação em termos profissionais, nomeadamente novas gerações que transportam know-how e uma classe empresarial de sucesso entrosada em novos mercados, são uma aposta deste governo. Os contactos realizados recentemente, quer na Venezuela, Miami e, presentemente, na Africa do Sul, são promissores e revelam o interesse e o peso das comunidades madeirenses no futuro da Região. Há um esforço do Executivo regional para criar condições, através de atratividade fiscal, Centro Internacional de Negócios e outras formas em fase de estudo, no sentido de a Madeira abrir este novo ciclo. Estamos a trabalhar perante um ciclo imprescindível. Nós vamos ganhar esse desafio.

Miguel Albuquerque Presidente do Governo Regional