José Teixeira Vi na vossa edição de hoje um tema que me parece importante, as zonas de risco. Eu, como penso que muitos outros cidadãos, gostaríamos de saber mais sobre as áreas mais perigosas da ilha. Penso que é importante saber qual a montanha mais perigosa, qual a ribeira que oferece mais riscos e outras informações do género. Mas afinal vejo que as pessoas não sabem e pelos vistos as autoridades também não. Li as duas páginas que o DN publicou sobre o assunto e é com essa ideia que fico. Dizer que as zonas de risco são tantas que é difícil enumerar é praticamente o mesmo que dizer nada. Isso até eu sou capaz de dizer e não foram precisos grandes estudos. Qualquer pessoa sabe que uma ribanceira pode ser perigosa em dias de muita chuva. Qualquer pessoa percebe que um terreno com mato seco tem risco de incêndio em dias muitos quentes. Qualquer pessoa sabe que uma ribeira cheia de troncos e pedras desordenadas pode ser um sério risco. Então se qualquer pessoa sabe isso, não deviam os especialistas saber dizer com mais certeza onde é que está o perigo maior em cada uma das situações? Assim para que servem os planos de emergência e outros estudos? Se é para dizer nada então não vale a pena gastar dinheiro nisso. Já a minha avó tinha duas certezas: o perigo está em toda a parte e onde está o homem está o perigo. Pelos vistos, as autoridades e os especialistas que estudam essas coisas também dizem o mesmo…