Hoje apetece-me cramar contra o sistema! Contra aquilo a que entendo ser uma total irresponsabilidade, num dos casos e, no outro, uma completa desadequação em relação ao que deve ser o normal funcionamento de uma qualquer instituição. Socorro-me de dois exemplos, que abaixo descrevo: - Fui confrontado recentemente com a necessidade de contratar uma pessoa para substituição de outra que, de forma repentina (ou, como eu acho, porque queria ir a um casamento e não conseguiu que nenhum colega trocasse o dia com ela), entendeu meter baixa. Sei que não sou médico e que, portanto, não posso opinar sobre as razões que esse profissional de saúde teve para achar que esta nossa colaboradora não podia trabalhar mas também sei que essa pessoa, quando passado um ano cá veio finalmente dizer-nos o que se passava e avisar que a baixa estava a acabar, porque eu não aceitei conversar com ela e com o namorado (que não sei quem é mas posso assegurar não trabalha cá), voltou a apresentar nova baixa. Ou seja, ficou doente novamente, tão de repente quanto da primeira vez… - Uma colaboradora precisava de marcar consulta no Centro de Saúde e pediu para tirar umas horas para esse efeito. Pelos vistos, em pleno 2015, não é possível fazer-se isso por telefone ou directamente num qualquer site. É obrigatório que, com muita antecedência (o Centro abre às 8h30 e esta Senhora, para conseguir marcação, foi para lá às 5h30 da manhã), se vá lá e se aguarde que quem se incumbe desta tarefa faça, presencialmente, esse difícil exercício de verificação da agenda e introdução de nome para a consulta. A prática, pelos vistos comum, de passagem de baixas a metro devia ter consequências e ser sujeita a outro tipo de escrutínio. De consciência de quem as passa sobretudo mas, no mínimo, devia ser obrigatório algum tipo de reporte às empresas que se veem depois obrigadas a gerir dois problemas: - o da substituição temporária desses trabalhadores e o da gestão de expectativas de quem sabe que a sua função tem um fim à vista, seja lá quando for esse fim. Depois, o fim do sistema da pequena cunha nas marcações, de encaixe dos amigos nas horas vagas em detrimento de um esquema mais linear, simples e honesto, certamente que evitaria esta completa perda de tempo, que revela igualmente um total desrespeito por quem se vê obrigado a entrar num jogo só porque, por azar, não é amiga de ninguém que faça, tão simplesmente, o que tem de fazer. Desta vez exagerei mesmo no gasto extra de caracteres mas espero ser perdoado… Nem que seja porque, para variar, não falei nem de política nem de aviões…

André Barreto