Mário da Silva Jesus O que acabo de ter conhecimento através da imprensa escrita do dia 4 de Novembro e divulgado igualmente através dos diversos noticiários dos canais de televisão, acerca dos refugiados que irão ter médico de família e escandalosamente não irão pagar taxas moderadoras, não deixa de ser uma afronta escandalosa e uma afronta muito grande para os milhares de portugueses que infelizmente não têm os mesmos privilégios principescos que os cerca de 4.500 refugiados que Portugal se prepara para receber. Em contrapartida há milhares de portugueses que continuam sem médico de família e outros milhares não têm possibilidades de pagar taxas moderadoras. Os que vêm de fora irão passar assim a receber privilégios quando os de cá, que descontaram e continuam a proceder aos seus descontos legais, continuam escandalosamente a ser postos de lado e a não terem as mesmas regalias. Em minha opinião e assumindo a devida responsabilidade do que acabo de escrever, esses refugiados vêm, nem mais nem menos, invadir a Europa, incluindo Portugal. Somos tão “bonzinhos” para os de fora, não somos? E desprezamos como sempre os naturais deste burgo, como se fossemos não filhos, mas somente uns tristes enteados que são postos de lado. O tratamento é sem qualquer dúvida diferenciado, pois esses refugiados irão ter médico de família no prazo de uma semana e estarão isentos do pagamento de taxas moderadores, segundo o que o director-geral da Saúde, Francisco George, que é o responsável para a Saúde do Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia para as Migrações, criado pelo governo a 31 de Agosto com “a missão de aferir a capacidade instalada e preparar um plano de acção e resposta em matéria de reinstalação, relocalização e integração dos imigrantes”. O mesmo director-geral da Saúde (DGS) garante que o sector está preparado para acolher estes refugiados e que, “mesmo que possam eventualmente adquirir doenças, essas serão imediatamente controladas, definidas e tratadas”. E, o que fazer aos portugueses que esperam meses e meses, por consultas, quer nos centros de saúde, quer nos hospitais, e por cirurgias, que tardam a serem realizadas, por deficiência do sistema de saúde deste “burgo”, e os de fora, já passam a ser tratados doutra maneira? Há qualquer coisa aqui que não está bem, porquê? Afirmou ainda aquele Director-Geral de Saúde, (DGS), que a vacinação tem sido efectuada, a qual deverá depois ser prosseguida em Portugal, declarou. Sobre o número de refugiados que Portugal deverá acolher - cerca de 4500 - Francisco George disse que “não representa um número importante de pressão para os serviços”, pudera, pois para os naturais deste pequeno território, hospitaleiro, simpático, e de sorrisos sempre rasgados, de orelha a orelha, para com os de fora, mas tratando infelizmente os nossos de forma diferenciada, o que não deixa de ser uma realidade nua e crua, em que esperamos desesperadamente, como afirmei mais atrás, meses e meses por consultas e por cirurgias, e quando estamos em momentos de mais aflição de saúde e se houver dinheiro, quando há nos nossos bolsos para podermos ser tratados, e que recorremos a clínicas particulares, e agora simpaticamente para os de fora, é tudo à “fartazana”. Que rico País é o nosso, mas que raio de país é este, que não trata dos nossos, como devem ser tratados e vai tratar os outros de forma diferenciada? Ou serei eu que sou egoísta, ganancioso, racista e outras coisas mais? Penso e julgo que não. Serei sim, “quiçá” mais realista. Ou não?.