A realidade do País, feita de crescente empobrecimento e de tão fundas desigualdades sociais, configura um grave problema do campo da Justiça Social, mas também um especial elemento de vulnerabilidade e de ameaça à independência nacional. O actual estado de injustiça social, para além de requerer ao Presidente da República o exercício de uma magistratura ético-política com vista à construção da Democracia, tão iníquas desigualdades sociais requerem do Presidente da República, na qualidade de garante da independência nacional, que lute no quadro das competências constitucionais, pela defesa do coesão social, enquanto vector da independência de Portugal. O objectivo da coesão económica e social constitui condição de base para a defesa de uma verdadeira independência nacional, e as políticas anti-sociais em curso são factores de dependência estratégica, de submissão de Portugal às estratégias das economias dos países mais desenvolvidos, de subjugação a interesses alheios e contrários aos interesses portugueses. A desregulamentação das relações de trabalho, a precarização do emprego, o nivelamento por baixo das condições sociais, são expressões de uma política de dependência estratégica. Para defender a independência nacional, deveria o Presidente da República ser uma pedra angular do reforço, do enraizamento e do aprofundamento da Justiça Social. É este o sentido do meu compromisso. Esta é razão maior para a minha candidatura a Presidente da República.

Edgar Silva Candidato a Presidente da República