O subsídio de mobilidade está a ser revisto constantemente, é a conclusão que tiramos depois das últimas alterações efectuadas. O reembolso imediato é uma boa notícia, só não se percebe porque é que o secretário regional é tão contra os cartões de crédito, mesmo sabendo que o pagamento do valor do cartão ocorre entre 30 a 45 dias da 1ª compra, mantém os 60 dias para o reembolso. Nem sequer ponho o facto de haver companhias que só aceitam pagamentos a crédito e não a débito, creio que vai mudar brevemente. Mas sabe o sr. Eduardo Jesus que é preciso fazer uma dúzia de viagens Funchal/Lisboa ou Porto para acumular milhas suficientes para um só percurso, daí não creio que os “milionários” madeirenses desatem a comprar viagens para ter um percurso quase à borla, só pagando taxas. E sabe, com certeza, que o utilizador do cartão de crédito é quem paga a conta. Sugiro que deixe de se preocupar com os “negócios” dos outros e que aplique a regra do reembolso imediato a todas as compras dos residentes e estudantes, a débito ou a crédito. Até porque ninguém sabe quantos recorrem a empréstimos bancários para pagar viagens, não se meta nisso, aplique a lei da continuidade territorial e mais nada. Sugiro ainda que garanta, no mínimo, três viagens anuais com direito ao reembolso aos estudantes, a ida para aulas, no Natal e na Páscoa, há alturas em que as tarifas admissíveis já lá não moram. E quem quiser viajar fora dessas datas, que se aguente à bronca ou que atraque no cais 8.

Já que estamos atracados no cais que foi projectado para proteger a Praça do Povo e que foi aproveitado para atracar navios de cruzeiro, vamos a esclarecimentos. O cais que não era para o ser, tem limitações. Mas permite a atracagem a muitos navios, o que se salda em benefício para a Região. Atendendo a que o custo de 18 milhões foi subsidiado a 85%, a Madeira pagou três milhões, significa que a atracagem de uma dúzia de barcos paga o investimento. Os portos aproveitaram a tal protecção da Praça (leia-se protecção do Jardim), e sempre que o tempo permite lá fica o navio. Estas obras, fruto da teimosia de Jardim e seus pares, veja-se o resultado criminoso da marina do Lugar de Baixo, teriam muito mais utilidade se fossem objecto de estudo prévio e acompanhadas do devido prolongamento do molhe da Pontinha, algo que o governo regional não fez (oh!). Nem estudou nem admitiu que poderia estar errado, daí que há razão nos más línguas quando dizem que fica muito caro proteger o (J)ardim. A praia dos inertes custou 12 milhões e não tem retorno. As valências estavam definidas, agora vamos estudar a possibilidade de aumentar a Pontinha. Mas não metam o ex-vice nisto.

Nem digam nada ao Cavaco. O homem anda atarefado entre a direita e a esquerda enquanto faz a mala para vir à Madeira. Deve ter metido requisição para o subsídio de mobilidade, já que o que ganha não lhe chega para nada. Também não chega para os governantes que estão prontinhos para continuar com a sobretaxa e os cortes salariais. Fazer mais do que a troika e continuar com Portugal como lixo nos mercados não tem lógica. Ou há algo que não sabemos ou os bons alunos afinal chumbaram. Não seriam os primeiros a exercer durante anos a fio, descobrindo-se no fim que não tinham curso. É uma forma de não constar das listas de desemprego, onde a Madeira lidera com quase 15%. A região que há bem pouco tempo tinha como bandeira um PIB invejável.

Paulo Gomes