As dívidas estão para o investimento como o azeite está para a água, não se misturam. Hoje todos devemos sem saber bem a quem. A austeridade passou a ser uma ideologia e a pobreza extrema um mal necessário. A população está farta e exige que se dispa o fato partidário e fale, com verdade, de factos. Algumas vozes, vindas do laranjal, têm tentado manipular a opinião pública pela falta de investimento público da CMF. Porém é do conhecimento geral que tanto o atual Governo Regional como as Câmaras Municipais herdaram grandes dívidas devido à irresponsabilidade do anterior GR que acabou por estrangular a economia da Região. Quando em 2013 o povo votou para as autarquias e retirou 7 Câmaras ao PSD-M, sabia que estava a votar, não para ter mais estradas, mais heliportos, mais Soc. de desenvolvimento, mais marinas, mais cais 8 e outras loucuras mas apenas para travar uma dívida descontrolada de um Governo insano assim como dos coniventes presidentes das Câmaras PSD de então. A atual CMF poderá não ter investido tanto quanto seria desejável pelo seu presidente mas tem dado passos certos e seguros, rumo à estabilidade financeira da autarquia. Não obstante uma pesada herança, agravada pelo PAEF- plano de assistência económica e financeira- que o G.R. foi obrigado a assinar devido ao volume da dívida, acumulada pela Região, que acabou por amarrar os madeirenses a um resgate financeiro que nos obriga a uma dupla austeridade. Não obstante a assinatura do PAEL – plano assistência à economia local- uma espécie de “troika” para o poder local que as Câmaras da região (todas PSD) foram obrigadas a assinar, para assim poderem contrair empréstimos, imaginem, para pagar dívidas. Não obstante outras vicissitudes, dizia, a CMF já abateu cerca de 25 milhões, em 2 anos, dos 101 milhões de dívida herdada. Poderão alguns cidadãos, saudosistas dos aventureiros do passado, reclamarem falta de investimento mas a verdade nua e crua é que a situação financeira atual pouco mais permite do que pagar dívidas e ajudar as pessoas mais necessitadas, como a CMF tem vindo a fazer, designadamente com a redução do IMI, do IRS, isenção do IMI familiar, comparticipação na compra de medicamentos para os idosos e ainda o programa “Câmara à porta” cujo objetivo é ajudar, com pequenas reparações na habitação, as famílias sem recursos financeiros. Alguns dirão; é pouco! mas não esqueçam que, para alguns, uma nota de 20€ já faz muita falta. Todavia o investimento não foi esquecido e devido a uma gestão rigorosa, honesta e transparente, a autarquia conclui as obras do Lido, do Mercado da Penteada e está ainda a negociar a contração de um empréstimo de 10 milhões de euros para o programa de erradicação do amianto nos bairros sociais substituindo-o por novas habitações. Na verdade não são obras para encher o olho aos madeirenses porque essas foram feitas todos de uma só vez para caçar votos e manter o PSD-M no poder durante 40 anos mas penso que os funchalenses saberão reconhecer quem coloca primeiro as pessoas e a nossa cidade em detrimento da caça ao voto. Uma nota ainda para ilustrar a boa vontade deste executivo. Quando a ARM, em 2014 resolveu, unilateralmente, aumentar o preço da água potável a CMF suportou esse encargo para não aumentar o preço ao consumidor. O executivo da Autarquia tem plena consciência que o investimento público é e será uma necessidade futura mas só depois de arrumar a casa que os sucessivos e excessivos executivos PSD desarrumaram mas consciente que jamais poderão entrar nos devaneios do passado. O investimento futuro terá que ser responsável, ponderado e sustentado. Os funchalenses têm ouvido, ultimamente,o Dr. Bruno Pereira, ex vice presidente da CMF e agora o “braço armado” do PSD, apregoar que a Câmara está parada, porém ele sabe que estar parada é apenas uma pausa para pagar a dívida que ele deixou enquanto ex vice presidente do Dr Miguel Albuquerque. Ele, enquanto atual vereador, deveria era zelar pelo interesse dos funchalenses e exigir ao GR, entre outras coisas, os 5 milhões de dívida relativos ao IRS que o ex presidente da Câmara, tanto reivindicou junto do Governo do Dr.Jardim mas agora, no lugar dele, teima em não pagar. Se a incoerência matasse teríamos que alargar os cemitérios!
Juvenal Rodrigues Deputado Municipal