Há um tempo em que tudo, ou quase tudo, é permitido. Precipitações, tomadas de decisão pouco avisadas, passos em falso e alguns passos certos. Este, contudo, não é esse tempo. Falo do país, falo da Região mas falo também do meu partido. O CDS PP Madeira vive momentos conturbados. Um tempo de decisões. Enquanto militante e dirigente, não me furto ao debate e à responsabilidade de apresentar aquelas que entendo deverem ser as linhas orientadoras para os próximos anos, quer no plano interno, quer na relação que o CDS PP Madeira deve estabelecer com a sociedade. Faço-o através da apresentação de uma moção de estratégia global, no congresso marcado para 19 e 20 de Dezembro. Mas faço-o também promovendo um debate sereno com todos os militantes do meu partido.
Em todos os contactos que venho estabelecendo, tenho sentido um partido vivo, feito de gente boa e empenhada, disponível e preparada para trabalhar em cada localidade, em cada freguesia, em cada cidade e em cada município para a melhoria do bem estar das populações. Encontrei um partido grato a José Manuel Rodrigues - o melhor presidente da História do CDS PP Madeira - mas que entende a sua decisão e que não baixará os braços na defesa do seu legado, percebendo igualmente que os tempos que virão têm de ser preparados sob o signo do futuro, não sob a ameaça do regresso ao passado. Encontrei um partido que quer enfrentar, unido, as adversidades do presente. Com todos os militantes do CDS PP Madeira, assumi diversos compromissos.
Não me furtar ao debate; não deixar de dizer aquilo que penso, evitando ainda fazê-lo por interpostas pessoas; não baixar os braços, independentemente das dificuldades colectivas que venhamos a enfrentar; procurar, sempre, ter presente que a unidade interna não é um conceito vago ou um mero argumento eleitoral. É um ativo que deve ser preservado, porque é fundamental para que possamos enfrentar os nossos adversários externos. No próximo Congresso do CDS PP Madeira saberei estar à altura dos compromissos que assumi e que, de forma transparente, torno públicos. Pauto a minha atuação política pela ideia de que um agente político deve trabalhar para as próximas gerações, não para as próximas eleições. Adaptando-a à vida partidária, quero um CDS preparado para o futuro, em estreita ligação com o povo da Madeira e do Porto Santo, e não um partido desligado das reais necessidades das pessoas, saudosista e sem uma estratégia clara e consistente. No próximo Congresso do CDS PP Madeira, eu assumo que falarei de futuro. De todos os caminhos que o futuro pode abrir.
Rui Barreto