Constatamos esta realidade, tanto na vertente competitiva principalmente em estrada, como na vertente lúdica, por aconselhamento médico, ou por qualquer outro motivo, e é com muita satisfação que vemos cada vez mais pessoas na prática da corrida e do exercício físico a ela inerente.
Apesar deste grande aumento, o nosso País e a Região, ainda se encontram em níveis bastante baixos de praticantes desportivos em comparação com os países mais desenvolvidos da U. Europeia.
Actualmente e com um calendário de provas altamente preenchido, praticamente todos os fim de semana, temos provas para todos os gostos e feitios, sejam em estrada, pista, corta mato ou montanha, mantendo em actividade alguns milhares de atletas.
A minha actividade desportiva federada começou no andebol, continuou para o futebol e parou no atletismo onde passei praticamente por todas as funções a ele associadas desde praticante, passando por monitor, juiz e dirigente, e com isto são cerca de 35 anos “sempre a correr” o que tem dado para acompanhar bem por dentro o crescimento da modalidade.
Ainda me lembro de assistir a provas emblemáticas do nosso calendário, por exemplo a Câmara de Lobos - Funchal com menos de 20 atletas e sem presença feminina, e ainda há pouco tempo esta mesma prova teve 200 homens e 43 senhoras a cortarem a meta. Que dizer da Volta à Cidade do Funchal, visto na sua última edição teve o espectacular número de 2.225 atletas a conclui-la, sem dúvida alguma a maior manifestação desportiva da R.A. Madeira com madeirenses a participarem. Por falar neste evento, no próximo dia 30, irá ser lançado um livro da autoria do Dr. Mendes de Almeida, sobre as primeiras 50 edições da nossa “São Silvestre”, a mais antiga do Pais e das mais antigas do Continente Europeu. Aos amantes da modalidade, e não só, esta será uma obra a não perder.
Voltando um pouco atrás, acrescento também a mudança de mentalidade da maioria dos antigos praticantes, pois, recuando 15 anos, numa prova disputada nos Canhas, na Ponta do Sol, denominada milha urbana (pouco mais de 1600 mts.), metade dos participantes boicotaram a prova, porque tinha ligeiras subidas. Hoje é vê-los entre as competições de sobe e desce, até a subir do Funchal ao Pico do Arieiro. Havia ainda outro tipo de mentalidades, aquelas que diziam que o desporto fazia mal e não aconselhavam, nem permitiam a sua prática. Enfim, coisas que o tempo é o melhor remédio.
Agora que estamos na nova época do atletismo uma palavra de incentivo para clubes, atletas e seus dirigentes, e especialmente para os mais específicos da pista, não vamos desistir de continuar a lutar por uma pista de atletismo no Funchal, um grande anseio de todos nós para que a modalidade também qualitativamente possa ainda mais se afirmar.
Sejam felizes, adirem a esta moda, é barata e só vos faz bem.
Egídio Olim