Bruno Freitas Num mundo de constante evolução, Portugal assiste imóvel ao que se passa internacionalmente enquanto busca o cúmulo do poder nacional. Ficámos para trás, preocupando-nos com as lutas internas e disputas pelo poder, alheios à incrível evolução para lá das nossas fronteiras. Deixemos, de uma vez por todas, de nos olhar ao espelho mas sim para Portugal. Deixemos de perguntar “Afinal quem tem razão?” e entender que as disputas do “Quem bateu primeiro?” devem ser deixadas para trás.

Os eleitores PSD/CDS serão os primeiros com necessidade de olharem para além de si mesmos quando chamam “ilegítimo” à subida ao poder do PS.

Porquê? Primeiro, há que lembrar o poder do voto não só para o vencedor, mas também para os restantes partidos. Mais de dois milhões de votos permitem não só a moção de rejeição da esquerda, mas também a posição vantajosa para governar que o PS porta. Segundo, as críticas da ânsia pelo poder de António Costa devem ser retratadas como uma “auto-crítica”. A memória leva-me ao chumbo do PEC 4, que funcionou apenas como uma toma de poder, sendo ignorado por completo o facto que podia ser esse o princípio da nossa salvação (o nosso país vizinho assim o demonstra).

Relativamente ao PS/BE/PCP, vejo erros nos partidos, não nos eleitores. Vejo o PCP agarrar-se aos transportes com uma rapidez imediata, ora porque será?... Vejo, do BE, um desdenho imenso pelas empresas nacionais que tem de ser parado imediatamente. Os jovens adultos, acompanhando a rapidez e evolução do mundo, lançam-se no mundo das start-ups e as barreiras tributárias do BE apenas impossibilitarão a concretização da “Next big thing” portuguesa. Do PS vejo a aprovação de tudo isto, sem escrúpulos relativamente ao seu próprio programa.

Todos estes problemas deixam-nos parados num aponto de dedo para quem tem culpa e quem tem razão. Não podemos continuar parados! É necessário corrermos todos para o mesmo sentido: para o futuro.