Por estes dias agitados pelos ataques sangrentos e horrendos, praticados sobre inocentes em Paris e no Mali, bem como em outros pontos do globo, reflectimos sobre tudo e nada do que a vida contém. São sempre momentos que ficam na memória pelo trauma provocado em cidadãos inocentes, bem como pelo alerta que mais uma vez sofremos, de que algo tem de mudar para que seja possível viver em paz e alegria. Não são as pessoas enquanto seres humanos, que promovem todo este alvoroço e carnificinas generalizadas sem olhar à cor, religião, idade e interesses políticos. São as políticas que hoje genericamente se afastaram das pessoas e puseram à frente outras prioridades das quais não me quero alongar em comentários mais ou menos repetitivos, mas que claramente têm de voltar a pensar nas pessoas enquanto percursoras de vida, cor e alegria a este mundo em que vivemos. O desporto que nestes momentos difíceis consegue tornear estes pesadelos colectivos, desta vez também foi atingido! Foram jogos de futebol ameaçados de se tornarem num palco de sangue com o rebentamento de explosivos nas proximidades, França/Alemanha, jogos adiados pela ameaça de possíveis atentados, casos do Alemanha/ Holanda e Bélgica/Espanha, bem como outras actividades desportivas de outras modalidades, que por questões de segurança foram adiadas ou canceladas. No mítico estádio inglês de Wembley foi com emoção que todos assistiram passados três dias dos atentados em Paris a um momento extraordinário de união e solidariedade para todos aqueles que mais directamente sofreram com o acontecimento. Mais uma vez o desporto conseguiu com o seu impacto mediático chamar a atenção para a necessidade de toda a sociedade neste momento difícil e de insegurança, estar unida com o propósito de defender a LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE, como bem lembra o hino nacional francês.
João Abreu dos Santos