Num mundo cada vez mais globalizado, sucedem-se as conferencias internacionais sobre desenvolvimento sustentável onde a promoção da saúde e a prevenção da doença, aparecem como eixo fundamental. A diversidade de temáticas proporciona aos representantes dos diferentes países a troca de experiencias, o aprofundamento do conhecimento e a congregação de meios que facilitem a harmonização de estratégias para alcançar, local e globalmente resultados que garantam um ambiente mais saudável, através de meios e recursos para uma vida mais próspera e plena. Os lamentáveis acontecimentos do passado fim de semana em Paris, reforçam a necessidade dos 193 representantes dos países presentes na conferencia da Organização das Nações Unidas realizada em Nova Iorque, entre 25 e 27 de setembro de 2015 sob o tema, “Agenda 2015 – 2030 Transformando o Nosso Mundo, para um Desenvolvimento Sustentável” agilizarem procedimentos e facultarem os meios que permitam alcançar os objetivos e as metas traçadas, de forma a expurgar as motivações precursoras de tão condenáveis atos. Os êxitos alcançados nas ultimas décadas deveram-se entre outros fatores, á materialização de muitos objetivos que melhoraram as condições de saúde e de vida das pessoas. No entanto ainda persistem enormes desigualdades e dificuldades em varias campo de ação, principalmente em países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, agravadas nos últimos anos por medidas agressivas, que colocaram em duvida o modelo social existente, nomeadamente o designado modelo social europeu. Determinados em centrar os objetivos universais nas pessoas e nas comunidades, os representantes dos países presentes na referida conferencia, das 17 medidas enunciadas, selecionaram tês extraordinários e prioritárias para os próximos 15 anos, nomeadamente “Erradicar a Pobreza Extrema, Combater as Desigualdades e a Injustiça e Conter as Mudanças Climáticas”. Das medidas priorizadas reconhecem que a pobreza nas suas várias formas e dimensões é a mais difícil de resolver, é uma situação que existe em todas as regiões do planeta, é mais acentuada nos países subdesenvolvidos, sendo a pobreza extrema o maior desafio a nível global. A pobreza extrema presume-se que atinge atualmente um bilhão e cem milhões de pessoas em todo o mundo, ou seja, pessoas que vivem segundo o banco mundial com menos de um dólar por dia. Entendida em vários sentidos, a pobreza para uns pode representar a falta de bens e serviços básicos como o vestuário, a alimentação, o acolhimento, para outros pode representar a falta de recursos económicos nomeadamente rendimentos suficientes que permitam um adequado nível de vida, ou ainda carências mais acentuadas que interferem com a saúde e a educação, levando o individuo á exclusão social, á dependência e á incapacidade de participar e integrar a sociedade em que vive. No que toca ao setor da saúde os representantes presentes na conferencia comprometeram-se a “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”.

Juan Carvalho Sindicato dos Enfermeiros