José Manuel Gomes A agricultura assume-se como sector estruturante na generalidade das economias modernas. Com indiscutível relevância em termos económicos, sociais, culturais, ambientais e também como garantia da sustentabilidade alimentar, este sector é acarinhado mesmo nos países industrializados os quais adotam e defendem políticas com vista a garantir a sua sustentabilidade. Os agricultores da Madeira semelhança de outros agricultores europeus, têm beneficiado nas últimas décadas de ajudas financeiras, no entanto ao nível da produção careciam de planos estruturais direccionados para culturas com potencialidade, que permitissem alavancar por um lado a produção e por outro a distribuição/comercialização desses produtos, com óbvios benefícios para o agricultor e para a Região como um todo. O plano de expansão da cultura da anoneira apresentado pelo Secretário da Agricultura e Pescas é uma pedrada no charco. Direcionado para uma cultura com vastas possibilidades, recorde-se que a Madeira é só o melhor local do mundo para produzir anonas e que a procura internacional pelo fruto não para de crescer, este plano, se reunir as sinergias dos produtores, comerciantes, técnicos, associações, universidades e centros de investigação nacionais e internacionais, poderá fazer com que finalmente possamos acrescentar algo à trilogia da banana, vinho e cana que há décadas constitui o núcleo da nossa agroeconomia. A aposta nesta cultura revela visão e permite-nos ter esperança que a agricultura assuma o papel que lhe é devido ao nível das políticas governamentais. A todos os intervenientes felicidades e votos de sucesso.