Depois de ganhar as eleições internas do PSD Madeira, numa luta quente entre cinco delfins de Alberto João Jardim, Miguel Albuquerque entrou a todo o vapor, rumo à Presidência do Governo Regional da Madeira: prometeu mundos e fundos aos madeirenses, garantindo ser o único com condições para resolver os seus problemas.
O que ninguém esquece é que Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional, é o mesmo que durante anos compactuou com os devaneios políticos e com os métodos “democráticos” de Alberto João Jardim. Da Fundação Social Democrata aos quase 20 anos à frente da Câmara Municipal do Funchal, do roseiral endividado de São Jorge ao afastamento público de Alberto João Jardim, temos o mesmo Miguel Albuquerque. O que ninguém pode, por isso, estranhar, é que passados quase 7 meses de governação, o trabalho do Governo Regional se resuma a medidas anunciadas e não concretizadas.
Miguel Albuquerque prometeu, promete e continuará a prometer: sempre sem cumprir. Não cumpriu nas viagens aéreas, onde prometeu um modelo igual ao açoriano, que afinal não é, e preços que não fossem “inconstitucionais”, que afinal são ainda piores. Não cumpriu no avião cargueiro, que continua em terra. Não cumpriu na ligação marítima ao Continente, que não existe. Não cumpriu no subsídio de mobilidade marítima para o Porto Santo, que continua por atribuir. Não cumpriu na solução para o Jornal da Madeira, que no total da sua Governação custará quase 55 milhões de euros aos madeirenses. Não cumpriu na Saúde, que continua sem solução definitiva à vista
A Madeira está sem medidas e sem Governo, está sem rumo e sem futuro. E já sabemos o que virá depois: o vociferar contra a oposição e contra o futuro Governo da República, culpados de todos os males, do poder local ao europeu. E, depois disso, novas promessas. Uma autêntica renovação, esta que se prolonga no tempo: baralha e dá de novo, com os mesmos métodos e promessas adaptadas aos novos tempos. Resta saber até quando durará.
Olavo Câmara, Líder da JS-M