Marta Franco Relativamente ao estudo da eficácia do Programa Eco-Escolas, realizado pelo Sr. Dr. Hélder Spínola, com direito a publicação neste diário, na edição de 3 de novembro de 2015, manifesto o meu profundo descontentamento.
Pelo que li e pela minha experiência (de mais de uma década) como coordenadora, denoto uma clara falta de informação e rigor no que ao Programa Eco-Escolas diz respeito. Este programa abrange estabelecimentos de educação e de ensino desde creches até ao ensino superior. Na R.A.M., apenas se candidataram, até à presente data, creches; infantários; escolas de 1.º, 2.º e 3.º Ciclo e Secundário, sem esquecer outras instituições... A nível do Ensino Superior, na Região, ainda não há registo de interesse no referido programa! Desconheço as razões justificativas para tal e, provavelmente, darei início a (mais) um “study-case”.
O estudo realizado foi feito APENAS a três estabelecimentos de ensino (com alunos de 9.º ano) quando existem na Região cerca de 130. Uma amostra pouco significativa e restritiva que nos leva a questionar a relevância/autenticidade deste estudo… Para informações atualizadas e precisas o Sr. investigador deveria contactar as entidades oficiais, detentoras das mesmas: S.R.A., D.R.O.T.A. e A.B.A.E. F.E.E.
O objetivo deste programa não é transformar o mundo da noite para o dia!
Trata-se de um processo moroso mas que a médio e longo prazo surte efeitos muito positivos: o crescimento de cidadãos conscientes, ativos e interventivos.
Tem sido (muito) graças ao Programa Eco-Escolas que as crianças e jovens da R.A.M. têm adquirido cada vez mais e melhor literacia ambiental, quer ao nível de conhecimentos como também de comportamentos e transmissão dos mesmos.
A “pouca eficácia”, na minha perspetiva, está na mente e nos estudos
(?) de pessoas que não sabem reconhecer e valorizar o trabalho de outros que fazem a diferença!!!
Bem-haja Programa Eco-Escolas!!!