Leitor identificado Ao longo destes anos, principalmente pós 25 de Abril, temos acompanhado o aparecimento e desaparecimento de personagens da vida pública madeirense. Há tempos, apareceu-nos uma personagem no “rosto do dia” do J.M., com ar sorridente, coroada com a frase “Ano escolar tranquilo”, assim como no DN também surgiu uma grande foto com os melhores alunos da Região desejando sucesso aos estudantes para o ano lectivo. É só sucessos… Reparei que ninguém fala das várias centenas de alunos que fazem investimentos durante anos e anos, por exemplo, na Educação Artística e que, de um momento para outro, com a “renovação”, mas sem direito a uma foto sorridente e a palavras desejando sucesso, ouvem zunzuns pelos corredores do género: os formadores de dança, de sopros, de percussão de cordas, etc., foram todos agora para o desemprego. Os nossos filhos estão lá inscritos, há até GRANDES listas de espera… Estes filhos e netos não sabem o que se passa. No ano passado, já tudo estava sobre carris, este ano está renovado… Agora a Educação Artística já não é para todos… E os espetáculos de fim-de-semana, a que a comunidade já estava habituada, realizados e interpretados pelas nossas crianças e professores, de uma forma muito profissional e digna, que faziam a diferença de qualquer grande centro nacional, podem passar a pertencer ao passado. A Educação Artística é fundamental no desenvolvimento cultural, social e pessoal dos nossos filhos. Uma escola a preto e branco, não assegura, naturalmente, a preparação para uma sociedade atual, onde a competitividade impera, onde a escassez de empregos é cada vez mais iminente e a depressão é o resultado da exigência a que estamos sujeitos. A preparação para o futuro dos nossos filhos está sedenta de criatividade, inovação, autonomia e uma eficaz política educativa. A arte é essencial para a nossa vida e para a das nossas crianças. PARA ELES, A CULTURA SAI CARA, AGORA IMAGINEM VIVER SEM ELA. Reflitam nisto! Porque é preciso intervir!