Podia falar das eleições e dos resultados eleitorais, mas haverá tanta gente a faze-lo nos próximos dias, que tenho a certeza que me tornaria repetitiva e pouco ou nada acrescentaria.
Numa sociedade altamente competitiva, mas num momento atual de grande austeridade, é muito complicado pedir aos jovens que sejam criativos, que arrisquem nas ideias, mas a verdade é que começa a ser a única saída.
O próprio Governo Regional reinventa-se, e o Turismo está de parabéns com a excelente iniciativa de promoção que levou a Lisboa.
Obviamente que houve custos, mas com certeza, que não foram os “milhões” gastos como no passado, cujo impacto foi “duvidoso”. Não tenho duvidas que aquela foi das melhores iniciativas de promoção da nossa ilha, junto de Portugal Continental. Nas imagens é possível ver o entusiasmo que quem prova as frutas, a poncha ou arrisca a descer nos carros de cesto.
Este é um exemplo, que mais importante que “milhões” é ter a ideia certa e que são estas ideias que não podemos continuar a guardar, com medo da sua não aceitação.
Os jovens tem de ser audazes, devem estar preparados para fazerem sacrifícios, mas devem acreditar que esse será sempre o custo para um futuro melhor. Sejam empreendedores e contactem os organismos que tem apoios específicos, contactem empresas para que apostem nos vossos produtos.
Dirão… Falar é fácil… mas eu fiz e arrisquei. É difícil, é trabalhoso, penoso até em alguns momentos, mas é assim mesmo… Fácil, fácil é continuarem a lamentarem-se sentados confortavelmente no sofá e nada fazerem…dizerem repetidamente que nada fazem porque a culpa é da crise, do governo, do vizinho, do mundo….
Temos de acreditar que somos capazes, temos de começar a inverter esta tendência de estarmos sempre a dizer mal de tudo e de todos e começar a utilizar esse tempo a fazer coisas úteis como por exemplo, estudar, prestar serviço voluntário, desenvolver um projeto pessoal, aplicarmo-nos nos nossos postos de trabalho…
Enfim!!! Fazer o bem aos outros e naturalmente a nós e a quem nos é mais próximo. Sermos simplesmente pessoas melhores e obviamente contribuirmos para uma sociedade mais justa e solidária.
Só assim poderemos acreditar num futuro mais risonho para nós e para os nossos filhos.
Sara André