F. N. Este domingo a Madeira voltou a ser o centro das atenções para uma grande faixa da população portuguesa, aquela que consome futebol como eu. Todas as televisões, jornais online, rádios, todos em directo e com os tons preto-e-branco a intercalar com o cinzento do nevoeiro do Estádio da Choupana. Nevoeiro e chuva há em todo o país, muitas vezes por ano. No que a Madeira é diferente é que o nevoeiro da Choupana passa em directo nas TV e rádios, mais as reportagens do dia seguinte. Isto tem acontecido duas a três vezes por ano, o que é mau para a Madeira e para a sua imagem. O mais ridículo é que aqui a pouca distância há um outro estádio onde o jogo com o Benfica poderia muito bem realizar-se. Só não é possível por uma série de azelhices políticas, aquelas manias de ricos que tivemos, que descambaram para um estádio para cada freguês. O de ontem, esse então anda a cambalear de estádio para estádio, de Machico para a Ribeira Brava, do Vale Paraíso na Camacha (onde tem três campos e uma estrada alcatroada para valorizar terrenos!!!) para a Choupana. Tivesse havido tino e os senhores dos clubes estariam a utilizar os Barreiros às horas e nos dias que o dono do campo ordenasse, porque um estádio para jogos oficiais chega e sobra, ainda para mais numa ilhota em que só aparecem 7 ou 8 mil pessoas para ver os clubes grandes. Mas como dizia aquele senhor que andou por aí até ao arrastar das botas, “quem muito se agacha”…