João Carlos Alves Fiquei pasmado com as palavras do presidente da Câmara de Machico contra o Clube do Caniçal. Podemos aceitar que se queira defender. Mas assim não.

Afirmar que o presidente do clube está a “morder a mão de quem lhe mata a fome” é dizer que o dinheiro que o Caniçal recebe é como se de uma esmola se tratasse. E isso é inacreditável e só pode sair da boca de um político sem qualquer carácter ou categoria. É também inaceitável e revoltante para quem vive e gosta do clube da sua terra. Então agora a câmara socialista entende que os clubes devem comer e calar. Não era isso que diziam quando estavam na oposição. Na oposição reivindicavam sempre mais e melhor para todos os clubes, sem querer saber de onde poderia vir o dinheiro. Como é fácil ser oposição!

Mas vamos a factos. O presidente da câmara acha que o CFC era e é beneficiado porque não paga, ou pagava renda, água e luz da sede. Mas lembre-se o presidente da câmara que o mesmo acontece com os outros clubes do concelho. Todos foram e ainda são beneficiados -e bem – nessas ajudas.

Machico não paga as despesas do campo Tristão Vaz. O Desportivo de Machico também não. O mesmo acontece com o Ludens, no Porto de Recreio e com a Adrap, no Parque Desportivo. Todos são beneficiados em alguma coisa. Retirar esses apoios aos clubes é não reconhecer o papel determinante que eles têm na formação da nossa juventude. Exigir que eles estejam calados com a esmola que a câmara socialista lhes vai dando é um insulto a todos os agentes desportivos e uma ofensa intolerável aos munícipes e contribuintes do concelho e aos do Caniçal, em particular. Eu também sou pai e contribuinte, e o meu filho é infantil do Clube Futebol do Caniçal. Nem parece que este presidente da câmara já foi atleta do clube. Também nem parece um socialista. Ou será que a população do Caniçal é que está enganada?