Juvenal Pereira - Mais um evento na cidade. Ainda há dias tivemos a semana da mobilidade, agora temos a quinzena da volubilidade!
- É verdade. Festas, eventos, são muito bem-vindas à cidade. O nosso povo merece e o turista agradece.
- Eu não quero ser severa no meu julgamento, mas acho, às vezes, que são muitas coisas, no mesmo local, ao mesmo tempo.
Dá, assim, a ideia, da falta de um certo planeamento.
É no parque de Santa catarina, no Jardim municipal, na Avenida Arriaga…
- Pois, mas isso é para compensar os muitos fins-de-semana em que não há nada!
- Tem razão. Eu calculava que havia uma explicação.
E nesta quinzena da volubilidade, o povo - a exemplo do outro evento – contará com imensas iniciativas para ter o seu corpo em movimento?
- Evidentemente. Música para dançar, exercícios ao ar livre, provas de atletismo, cordas para saltar e um sem número de utensílios de ginástica que qualquer pessoa pode e deve utilizar.
- Agora, caro amigo e senhor, gostaria que me esclarecesse, por favor, uma situação em que muita gente se interroga e para a qual não encontra explicação. Até pode ser uma pergunta “tonta”, mas…nestes eventos direcionados à saúde que papel desempenha a “poncha”?
-Um papel admirável, nitidamente indispensável. Enquanto os exercícios são para” mexer” com o físico, a poncha – embora a menina desconheça – é para“ mexer” com a cabeça!
- Estava mesmo a ver que algo de extraordinário a poncha tinha de ter. Face ao relevo que se tem dado, ao carinho que se tem dispensado, à enorme publicidade, deve tratar-se de uma bebida com muitas potencialidades.
- Sim, podemos já considerar como um “Suplemento Alimentar”. Aliás, não cairia mal se fosse já comercializada na farmácia do hospital.
Desenvolve a língua, acalma o “stress”, adia as preocupações, conforta os traídos e desiludidos corações e não sendo isto bastante, para a vista é um remédio santo. - Acredito. Já dizia minha avó, quando meu avô tomava umas ponchas via dois vultos num vulto só!
- A poncha – se a menina quer saber – é de origem indiana e trazida pelos (Ex- excomungados) ingleses para a Madeira onde passou a ser bebida estimada dos madeirenses.
Contudo, foi nos finais do século passado, quando um ilustre governante, pelo povo muito estimado, nas reuniões com os amigos e antes dos seus fervorosos discursos políticos, tomava um copito desse precioso liquido, que a poncha ganhou grande gabarito.
Hoje, nada se faz, sem que levemos a poncha atrás.
Duas particularidades:
- Ao contrário de outros “medicamentos” que têm doses recomendadas, a poncha só faz “efeito” quando tomada em quantidades exageradas.
- Não se deve consumir, se vamos conduzir. Não, pelo mal que nos possa fazer, mas pelos danos que podemos causar a quem – com a nossa bebedeira – nada tenha a ver.
Em épocas de eleições, é bom recordar – para terminar – há quem tome umas ponchas antes de votar.
Clama por Jesus, põe uma cruz e…deixa andar!