Paragens de campeonato num país onde o futebol é rei dá sempre lugar a devaneios e então passamos do jogo jogado ao jogo falado. Para os mais incautos andámos nas bocas do mundo, ele é nevoeiro, ele é estádio, ele é muita tinta, poesia e afins… e tudo isto culpa do C.D. Tondela! Pois é, seria muito mais cómodo não termos subido, mas subimos e somos uma instituição que merece o mesmo respeito e atenção que os outros intervenientes no panorama desportivo regional. Para terminar quero ressalvar que admiro profundamente quem dá “o peito às balas” naquilo em que acredita e tudo o que seja feito em prol do União tem a minha anuência.
Não fomos felizes nesta jornada, o problema da falta de golos torna-se crónico, recorrente e desta vez custou-nos caro, o caminho do golo encetado na taça de Portugal esmoreceu. Sem grandes mexidas na equipa principal, tirando as óbvias por questões clínicas, não estivemos mal. A equipa mostra automatismos, há jogadores esclarecidos e aqui seria injusta em não referir a prestação do Amilton, para mim o melhor em campo, sempre no enfiamento da bola e tecnicamente bom. A nossa defesa continua sólida, valha-nos isso, o golo sofrido daquela forma e naquela fase do jogo foi sentenciador, tendo em conta as características do jogo onde a posse de bola e as oportunidades de golo foram equilibradas. Não marcámos, sofremos e um detalhe fez toda a diferença.
Aproxima-se o nosso 102º aniversário no próximo domingo precedido de um jogo complicado, que o fim-de-semana seja de glória, de comemoração e convívio entre a família unionista, família à qual me orgulho de pertencer. Viva o União da bola e todos os unionistas, estamos todos de parabéns! Uma palavra para todos os unionistas que já não estão entre nós, muitos meus familiares (em especial ao meu querido avô materno), amigos e conhecidos, sei que a festa no céu será também ela azul a amarela!
Tânia Silva