João Maurício Ribeiro Segunda-feira, 25 de Outubro, A meio da manhã, da minha varanda vejo chegar o reboque da Polícia. Estaciona bloqueando o portão do condomínio. Já de papeleta numa mão salta dele o polícia/motorista, saca do bolso a caneta e vai logo anotando a matrícula do único carro estacionado 2/3 em cima do passeio, 1/3 queimando o visível traço amarelo, em manifesta infracção. Deixa-lhe preso ao limpador a condenação a uma multa e parte ligeiro desimpedindo a porta e a paisagem. Muito bem! Rápido e eficaz, aplicação da lei e da justiça no seu melhor! Nada a dizer, mas aqui deixo uma pergunta/sugestão à instituição PSP:
-Porque não procedem com idêntica eficácia e prontidão no mesmo local, no mesmo passeio e num outro que lhe é adjacente e que diariamente, todas as noites e até fora d’oras é usado e abusado não apenas por um mas pelas dezenas de utentes dum conhecido restaurante que lhes é próximo?
-Porque não experimentar também uma visita a esta mesma rua aí pelas 9h da manhã, hora do trafego intenso de quem vai para o trabalho, afectado na sua fluência pelos autocarros de turismo, carrinhas de hotéis, TTs de “safari” e outros que, indiferentes aos protestos de quem circula, mas apenas preocupados em receber os turistas o mais possível junto à cama dos hotéis onde dormem, estacionam onde é proibido ou seja, sobre ou junto ao tal passeio onde, no princípio desta história, estava o tal infeliz (porque naquele momento era o único) que a P.S.P. justamente autuou?
Estas minhas sugestões e o apelo que dá título a esta carta decorrem do facto de, por esta rua, raramente ver passar a patrulha da P.S.P. e, quando passa quere-me parecer que está sempre a olhar para o outro lado; ou será que eu na qualidade de reformado devia passar mais tempo na varanda a vê-los passar?