Nuno Neves Sou dos tais cidadãos, que apesar de “prejudicado” com o novo modelo de subsídio de mobilidade, em virtude de habitualmente adquirir as minhas viagens com muita antecedência a preços razoáveis, até acredito que o mesmo seria positivo para a maioria da população que adquire passagens com valores superiores a 147€ (valor a partir do qual o novo reembolso deverá ser maior que os 60€ do modelo anterior, pela diferença de 61€ para os 86€ estipulados como valor máximo para residentes).
Contudo, apesar de “teoricamente positivo”, na prática acaba por evidenciar graves erros na sua operacionalização, quer pela extrema burocracia exigida, tempos estipulado e casos em que o mesmo não se aplica na totalidade.
Passo a expor a seguinte situação, pela qual passei:
Adquiri em Março de 2015 (com muita antecedência portanto!) viagens para este mês de Outubro, para 3 passageiros, num total pago de 354,90€, perfazendo 118,3€ por passageiro.
De acordo com a informação divulgada o reembolso deveria ser de 32,3€ (118,3€ - 86€). Contudo na prática apenas recebi 24,98€ (7,32€ a menos por passageiro, quase 22€ no total!).
Tal se deve ao facto de afinal, contrariamente ao divulgado, nem todas as taxas entram nas contas do reembolso: a taxa administrativa e do cartão de crédito cobrada por essa companhia não entra nesses cálculos.
Sendo a taxa administrativa de 15€, + 2% de comissão do pagamento com cartão de crédito (os cartões de débitos de bancos portugueses não são aceites nesta Companhia inglesa), facilmente se atinge um valor de aproximadamente 20€ que não entram no cálculo do novo subsídio.
Logo, assim sendo, é falso afirmar que é reembolsado o valor pago acima de 86€, pois tendo em conta as taxas não incluídas, o valor correto será de aproximadamente 106€.
Apelo à correção desta situação e atuação por parte das Entidades Competentes.