Nos últimos dias o arquipélago tem sido presenteado com relâmpagos, como se fosse um sinal dos deuses revoltados com o que se passa no País e na Região. Com um primeiro-ministro já indigitado pelo Presidente da República, pela primeira vez em 40 anos, foi eleito um presidente da assembleia da república que não pertence ao partido que venceu as eleições legislativas. Por cá na região, mais especificamente na ilha do Porto Santo, realizou-se uma vez mais uma manifestação, organizada pelo sindicato dos professores da Madeira e pela associação “Somos Porto Santo”, em luta por uma nova escola secundária. A adesão dos alunos é de louvar, já não se pode dizer o mesmo em relação a alguns dos pais e encarregados de educação ausentes e mesmo que presentes mantiveram-se dentro das suas viaturas, com medo sabe-se lá do quê. Inaceitável para aqueles que são responsáveis de jovens que diariamente estão sujeitos a situações de perigo iminente. O medo de retaliações por serem funcionários públicos não é desculpa para não lutarem por uma escola com condições para os seus filhos. Tudo isto advém da promessa do Presidente do governo em construir uma nova escola e agora a decisão de uma reparação da actual. É uma decisão que não agrada a ninguém, resta esperar pela intervenção do Presidente da câmara e também do deputado do Porto Santo, que inclusive lutou e fez bandeira com esta promessa durante a campanha eleitoral, junto do Presidente do Governo Regional. Esta semana houve um debate televisivo, tendo como tema “Como será o inverno no Porto Santo”, com a presença de comerciantes locais e o administrador da PSLINE. Nada de novo foi apresentado do que já fora em anteriores debates, transparecendo que realmente o que falta para a resolução da sazonalidade seria a união de esforços de todos os intervenientes e demais entidades, pois com as divergências políticas e o desejo de alguns em obter o ceptro sozinhos, não é a solução. Havendo já algumas operações agendadas para este inverno, há que haver o cuidado de todos para que estas funcionem e acima de tudo há que preparar o comércio e a população em geral. Nos últimos fins de semanas realizaram-se algumas provas desportivas e passeios de algumas associações, demonstrando que é possível ter um bom inverno cá na ilha com a vinda do madeirense, justificando uma apreciação sobre o valor da tarifa cobrado ao residente na Madeira. Aguardamos pelo subsídio de mobilidade, que deve abranger os residentes na região, visto que os residentes do Porto Santo já têm uma tarifa reduzida. Em relação aos transportes aéreos, continua a mesma saga dos preços altos e o número de voos reduzidos. De ressalvar o início dos voos directos entre Lisboa e Porto Santo.

Miguel Velosa