A 23 de Julho de 2013, em artigo de opinião no “DN” afirmei que “actualmente proliferam listas de Cidadãos Eleitores que se consideram independentes, mas que não passam de partidos escondidos com independentes de fora e passam a vida a atacar os partidos dizendo que o povo não se revê nos partidos ou estão fartos deles”. Persistindo e contrariando os desígnios constituintes, a maioria dos “Cidadãos Eleitores”, não quer o aprofundamento da democracia participativa. São, nem mais nem menos, do que dissidentes partidários, que pretendem garantir a sobrevivência política. Passados 2 anos deste artigo, nas montanhas da Gália foi criado o partido anti-partidos que, apesar de ter eleito 5 deputados, se tornou um partido vazio e só produz queixas e lamentos. Sonhou criar um “movimento revolucionário” aqui na ilha para conquistar a República. Como o partido não é de direita, nem de esquerda, nem do centro e como é politicamente nada, as eleições demonstraram que este partido não vale nada. O Povo de Santa Cruz sabe que as receitas do IMI duplicaram, que apareceu a Taxa de Segurança, mais a Ecotaxa, mais a taxinha, mas o investimento no Concelho é zero! São as estações de tratamento a “rebentar pelas costuras”, é a maior perda de água da rede municipal da Região e até perdem as verbas comunitárias para os caminhos agrícolas. Aumentam os custos com a auditoria, mas os resultados são nada! Diz-se boca cheia que, custe o que custar, custe a quem doer, se se bate neste, se se bate naquele, chamam-se nomes absurdos aos adversários políticos e cada vez há menos cidadania em Santa Cruz. E agora, que dizer daquele ex-deputado socialista auto-intitulado independente que afirma que as pessoas estão fartas de partidos mas cria o seu partido que obteve uma derrota estrondosa.
Dírio Ramos