Após as recentes eleições legislativas e no meio de tanto alvoroço acerca destas, veio-me à memória uma frase de Abraham Lincoln: “O que mais interessa saber não é se falhaste, mas se soubeste aceitar o desaire”. Ora, a propósito dos últimos resultados eleitorais, muitos partidos deveriam analisar falhas e aceitá-las – até alguns que, atualmente, estão em negociações para formar Governo. No caso do movimento Juntos Pelo Povo, reconhecemos que há falhas para aceitar e, sobretudo, aspetos para melhorar, pois só se evolui, efetivamente, quando se está em constante crescimento e sempre a aprender. A aprendizagem é um processo contínuo e resulta da necessidade que sentimos em querer fazer mais e melhor. Mas recuso-me a aceitar uma derrota nestas eleições.
Não nos podemos sentir derrotados quando contamos com o apoio de 14.285 cidadãos, no país. Sobretudo, quando se trata de um partido criado no início deste ano e dado a conhecer a todo o território nacional apenas durante a campanha eleitoral. Está lançada a semente do partido a nível nacional e, a partir deste momento, esperamos que possa ajudar a germinar os ideais do movimento JPP. Não há um desaire para aceitar, quando seis anos, apenas, após o nascimento deste Movimento, a nível regional, somos a quarta força política, com 8671 votos, à frente de outros partidos com décadas de atividade na Madeira. O JPP foi fiel aos seus princípios, fez uma campanha de proximidade e assumiu sozinho a luta, sem coligações, sem associações. Os votos que recebemos na Região foram para os candidatos do círculo da Madeira, não se deveram a influências de rostos que surgem todos os dias na comunicação social nacional e que, obviamente, não concorriam na Madeira (e que tenho sérias dúvidas se irão defender os interesses dos madeirenses e porto-santenses na Assembleia da República).
Não há derrota para reconhecer, quando o movimento Juntos Pelo Povo intensifica o contacto direto e constante com a população e fica a conhecer as suas preocupações, os seus reais problemas. Há sim o benefício de compreender a situação e de querer encontrar soluções para ajudar quem mais precisa. O JPP não se fica por aqui. Há muito para fazer no presente e há, certamente, outras eleições para concorrer no futuro próximo, e este resultado dá-nos forças para aceitarmos os desafios que se avizinham. Em síntese: o resultado eleitoral dá-nos força para os próximos desafios!
Paulo Alves