José d’Olim Inaugurada nos finais do século passado como associação empresarial, representante das empresas que exercem a sua actividade na esfera do Comércio e dos Serviços, da Indústria e do Turismo nas cinco freguesias do concelho de Machico, encontra-se encerrada e sem direcção desde Maio de 2013 e com denúncias nas mãos do Ministério Público. No entanto, o que hoje me trás aqui, prende-se tão só com o desfalecimento comercial de determinadas lojas e espaços de restauração, com carências a nível de ideias e de políticas de marketing comercial susceptíveis de disparar o consumo para níveis mais promissores e capazes de atenuar a lenta agonia da maioria do tecido empresarial da cidade e do centro das freguesias do concelho. O esforço nacional que também foi exigido aos machiquenses resultante do efeito da dupla austeridade, deixou-nos de bolsos rotos e sem folga no poder de compra, capaz de contrariar a retracção do consumo da discreta e exígua economia da cidade e das freguesias do concelho. Com o arrefecimento do consumo local, as empresas geradoras de capital e bens ressentiram-se em termos de tesouraria e, consequentemente, o cumprimento de calendário para com as suas obrigações financeiras e fiscais acabaram por sucumbir-se, arrastando no tempo dividas acumuladas à segurança social, às finanças, aos fornecedores, aos funcionários e ao cumprimento de exigências com a banca.
Perante este quadro quase de arresto das empresas que operam ainda em Machico, abre-se excelentes perspectivas para a revitalização das actividades de uma nova ACIM, baseada na operacionalidade das necessidades dos seus sócios, através dos meios disponíveis pelo IDE e outros programas de apoio comunitários inseridos no quadro 2020. É possível, no meu ver, a inversão deste estado de coisas em parceria também com a Câmara Municipal no fomento de uma estrutura de incentivos para a requalificação de determinados prédios devolutos e degradados que mancham a urbanidade do centro da cidade que se deseja moderna e catalisadora de investimentos.
Investimentos, que através de uma ACIM forte e dinâmica pode insurgir-se como geradora de um mercado de oportunidades para todos os seus sócios, desde que, a transparência das suas contas seja conduta crucial dos seus futuros objectivos: Apoio ao sócio nas candidaturas aos incentivos disponíveis nomeadamente pelo IDE e pelo quadro de apoio comunitário 2020; realização de eventos e feiras com a finalidade de potenciar o comércio local; efectuar seminários dirigidos ao fomento de novas estratégias comerciais perspectivando, em conjunto com outras entidades, a modernidade e competitividade entre as empresas locais; concretização de cursos de formação profissional do âmbito empresarial e dirigidos aos jovens do concelho que abandonem os estudos antes de atingir a escolaridade obrigatória; selecção e apoio de projectos consentâneos com a dinâmica empresarial de Machico; desenvolver um estilo de comunicação credível capaz de dinamizar o surgimento de um maior número de empresas no Parque Industrial de Machico; criação de uma bolsa de emprego das empresas associadas e de outras localizadas fora do concelho de modo a contribuir para a retracção do fenómeno do desemprego e o da emigração. Ao assinalar, precisamente neste ano, os seus 18 anos após a sua fundação, deixo este ponto de vista aos seus associados, explanado em ideias de oportunidades para um possível funcionamento de uma ACIM renovada, comprometida com os seus objectivos e, aberta aos seus associados e à gente da sua cidade.