Gil Canha O DN publicou uma notícia há dias, informando que Baltasar Aguiar, Gil Canha, Eduardo Welsh e outros ilustres militantes tinham-se desvinculado do PND. Convém esclarecer que optámos formalmente por esta desvinculação, somente para assegurar os cargos que os nossos eleitores nos confiaram na Assembleia Legislativa da Madeira e na Assembleia Municipal, e assim travar em parte, “o assalto” institucional em curso, promovido pelo MP e pelo Tribunal Constitucional, com o apoio tácito dos nossos inimigos políticos. Porque nos nossos corações, ficaremos sempre militantes do PND, a força que enfraqueceu de morte o PSD/Madeira de Jardim e a sua “máfia no bom sentido”. E uma coisa garanto, se alguém tem alguma responsabilidade na maneira como se utilizou os dinheiros do partido, sou eu, que sempre fui o mais radical. Aliás, até defendi que devíamos pegar em sacas cheias de notas de 5 euros do jackpot da Assembleia, ir para o Porto do Funchal, e distribuí-las aos passageiros dos barcos de cruzeiro, para eles saberem que chegaram a um país riquíssimo, onde não há pobres nem miseráveis. Na altura, o secretário-geral do PND, Joel Viana, disse-me, preocupado: - “Porra Gil! Não podemos fazer essa acção, porque eu já estou à rasca para justificar os milhares de euros que demos aos reformados, os cheques dos remédios a levantar nas farmácias, as centenas de cabazes de compras que demos em frente ao parlamento e os camiões de comida que foram para Câmara de Lobos. Os formulários do Tribunal Constitucional não aguentam essas merdas!...” Claro que não aguentam! O que o Tribunal Constitucional aguenta, são despesas relacionadas com festas partidárias, pagamento de artistas pimba, compra de carros para líderes partidários, cartões de crédito, sacos, t-shirts, barretes e aventais para se distribuírem porta a porta em períodos eleitorais, e a transferência de dinheiro para a Fundação Social Democrata, de onde desaparece sem deixar rasto. Aliás, há outro imbróglio para resolver, como os mariolas do Ministério Público arquivaram o caso “Cuba Libre”, o PND meteu um recurso em Lisboa, cujos honorários aos advogados ascenderam a 10 mil euros, e metade desse dinheiro foi suportado pelo dr. Baltasar; será que o TC também vai fazer focinho?!. E o mais engraçado é que os senhores juízes do Tribunal Constitucional e certos magistrados do MP, supremos guardiões deste regime putrefacto que levou Portugal à falência, fecham os olhos a tudo, mas quando toca a partidos pequenos, é só multas de milhares de euros e exigências contabilísticas que não lembrariam ao diabo. E a ânsia de fechar o PND foi de tal ordem, que aproveitaram o período de ferias de verão, para enviar cartinhas… para um apartamento na Ribeira Brava, quando por dá cá esta palha, ligavam para o Funchal. Há anos, estes sujeitos foram céleres a retirar a Carlos Pereira e Luís Vilhena os seus mandatos de vereadores, mas quando entraram queixas no MP e dezenas de denúncias sobre violações grosseiras do PDM contra Miguel Albuquerque, os mesmos sujeitos que agora se armam em defensores escrupulosos da lei, nunca pediram a perda de mandato ao presidente da Câmara, como está previsto na lei, nem mexeram um dedo para recontarem os votos nas últimas eleições legislativas regionais. O PND foi extinto, mas ninguém lhe tira o seu lugar na história na luta contra a oligarquia jardinista.