Ângela Lopes A evolução da nossa sociedade tem sido pautada por altos e baixos consoante a determinação e competência dos nossos representantes, com poder delegado ou não por nós. Passámos, recentemente, por uma saturação, quase diária, de episódios rocambolescos que passaram à História com esta lufada de ar fresco, há muito ansiada. Todavia, depois deste refresco inicial, deslocam-se correntes de ar quente que fazem subir a temperatura aos limites. Isto tudo para ir a um assunto que está a aquecer centenas e centenas de famílias. Na Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia, habitualmente pagamos as inscrições dos nossos filhos em diferentes áreas da educação artística, como piano, percussão, dança, violino, etc. É um investimento consciente e fundamental no desenvolvimento cultural, social e pessoal dos nossos jovens. Tem sido uma conquista adquirida ao longo de anos, um trabalho com resultados visíveis e indiscutíveis e que faz a diferença da nossa região, não só pela performance dos profissionais que a ele se dedicam, como pelos inúmeros espetáculos proporcionados ao longo do ano. De um momento para outro surge esta corrente de ar quente - arranque com pompa e circunstância do “ano letivo tranquilo”, com os alunos sem aulas e os formadores, naturalmente imprescindíveis, no desemprego (estou a recordar um artigo de 31/05 do DN “Mérito na prateleira”). As centenas de alunos que estavam em formação o ano passado aguardam o recomeço, já tardio, das tão esperadas aulas. Nenhuma resposta satisfatória é dada por parte do Gabinete ou da Secretaria às centenas de telefonemas que vamos fazendo… silêncio e ar quente… Será isto o apregoado ano letivo tranquilo?