Que António Costa não era sério nem de confiança, já muitos de nós sabíamos, até porque este senhor usou e abusou, na última campanha eleitoral, de todos os subterfúgios para que os eleitores lhe dessem os votos para vencer as eleições. Agora foi revelada mais uma habilidade do putativo candidato a primeiro-ministro, estrondosamente derrotado nas eleições do passado dia 4 de Outubro: o equilibrismo! Senão vejamos, num passado recente António Costa, usurpou a liderança a António José Seguro que acabava de vencer umas eleições europeias, prometendo aos socialistas que, com ele, o partido viria a alcançar uma vitória nas legislativas com maioria absoluta; o resultado revelou ser uma retumbante derrota e este senhor não teve a humildade de se demitir, por coerência e honestidade, para com aquilo que prometeu. Ao invés, faz um exercício de equilibrismo apoiado de cada lado por dois partidos à sua esquerda, PCP e BE, acreditando que alguma vez chegaria a Primeiro Ministro, mesmo após ter sido o grande derrotado do acto eleitoral de 4 de Outubro! Afinal, quem foi o partido mais votado e com mais deputados? É óbvio que foi o PSD e o seu líder Pedro Passos Coelho! Por este facto, o senhor Presidente da República não tem outro caminho, desde já, senão indigitar o vencedor para o cargo, por muito que estrebuche a tal senhora Catarina Martins, a versão portuguesa feminina de Yanis Varoufakis, o extremista anti-europeu do Siryza que, após uma enorme ascensão teve um trambolhão nas eleições que o arrasou; talvez um prenúncio par a tal “dama” bloquista. Na Madeira, porventura, a maioria dos eleitores que cedeu ao “charme” da tal dama bloquista, sabia que essa senhora quer acabar com o Centro Internacional de Negócios, fechando centenas de empresas, deixando milhares no desemprego afectando tantas famílias? Claro que não daí terem votado nela e não no seu partido! E António Costa tem legitimidade para governar Portugal? Então se queria coligar-se com esses partidos anti europeus, porque razão não o disse na campanha? Teria sido mais transparente para os portugueses se esses 3 partidos se associassem numa coligação pré-eleitoral! Na Madeira a quebra de votos nos partidos da actual conjuntura governativa nacional, entre as eleições regionais e estas, revelam, sobretudo, uma coisa: protesto pelas políticas de austeridade! Os madeirenses e portosantenses, sobretudo da classe média, castigaram o PSD e o CDS na Região por estes anos de profunda austeridade imposta a um país que tinha sido deixado na bancarrota pelos governos do Engº José Sócrates! Agora vamos olhar em frente pois o caminho continua!

António Lopes da Fonseca